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sexta-feira, julho 26, 2013

150 ANOS DE HENRY FORD, O CRIADOR DOS AUTOMÓVEIS EM MASSA


 Henry Ford, criador da linha de montagem para produção em série de automóveis, completaria 150 anos no dia 30 de julho. Para homenagear o fundador da Ford Motor Company, uma série de eventos estão sendo realizados nos Estados Unidos e outros países.

A cidade de Dearborn, Michigan, onde a Ford nasceu e ainda mantém sua sede mundial, terá neste sábado um grande evento público, reunindo membros da família, empregados e aposentados da empresa, autoridades, representantes do Museu Henry Ford e da Universidade de Michigan.

            Chamado "Coming Together: a Celebration of Henry Ford's 150th Birthday", será realizado no Henry Ford Estate, também conhecido como Fair Lane, casa onde ele morou e foi transformada em memorial.

            Bill Ford, presidente do Conselho da empresa, e Edsel Ford, descendentes do fundador, darão depoimentos na comemoração, que terá também a exibição de veículos históricos, shows de música, dança e feira de produtos agrícolas e artesanato - assuntos que faziam parte das paixões de Henry Ford.

Um legado imensurável
O impacto de Henry Ford no mundo é praticamente imensurável. A sua introdução do automóvel no mercado de massa levou a economia agrícola dos Estados Unidos e do mundo a uma nova era de prosperidade industrial e urbana. Muitos historiadores creditam a ele a criação da classe média na América. A sua base salarial alta - revolucionária na época - foi um precedente para a distribuição de rendimentos da empresa, que influenciou mais tarde as práticas gerenciais.

            A curiosidade e a vocação empreendedora de Ford foram responsáveis por uma longa lista de inovações dos automóveis, do motor V8 aos vidros de segurança. O seu espírito de inovação continua a orientar a Ford Motor Company e está presente em veículos como a F-150, o Mustang e o Fusion Hybrid, em tecnologias inovadoras como o SYNC e o EcoBoost e na sua força de trabalho nos seis continentes.

            "A visão do meu bisavô era melhorar a vida das pessoas tornando os carros acessíveis para as famílias médias", diz Bill Ford. "Sua ideia de produzir carros com preço razoável ainda repercute e define a nossa visão hoje."

O começo de Henry Ford
Henry Ford nasceu em 30 de julho de 1863, no condado de Wayne, no estado de Michigan, nos EUA - área que depois se tornou Dearborn -, como o mais velho de seis irmãos. Ele trabalhava na fazenda da família e visitava a cidade com seu pai, onde teve contato com a sua real paixão - a mecânica -, vendo as primeiras tecnologias de motores e máquinas.

            Em abril de 1888, Ford casou com Clara Bryant. Começou a trabalhar como engenheiro na Edison Illuminating Company e progrediu rapidamente na carreira. Foi promovido a engenheiro chefe em 1893, mesmo ano em que seu filho Edsel nasceu, e ganhou mais estabilidade financeira e liberdade para explorar seus próprios experimentos. Embora tivesse uma sólida carreira na Edison Illuminating, Ford estava decidido e pronto para se aventurar na engenharia automotiva, o seu foco há longo tempo.

            Quando menino, Ford desmontava tudo o que chegava a suas mãos. Na vizinhança, ficou conhecido por consertar relógios. Conforme cresceu, aproveitou todas as oportunidades de explorar a mecânica, aprendendo a consertar máquinas a vapor e moinhos. Nos anos 1890, concentrou seu interesse nos motores de combustão interna.

Primeiros desafios
            Henry Ford batizou seu primeiro veículo de Quadriciclo. O modelo atraiu apoio financeiro suficiente para ele deixar o cargo de engenheiro na Edison Illuminating e participar da fundação da Detroit Automobile Company, em 1899. A empresa não deu certo por várias razões e, em 1901, Ford voltou a trabalhar como empregado. Mais tarde, no mesmo ano, nasceu a Henry Ford Company. Em 1902, ele resolveu se dedicar integralmente à empresa para ter mais tempo de refinar seus veículos.

            Em sua pequena oficina, ele trabalhou em dois carros de corrida, o "Arrow" e o "999". Com a ajuda de um desenhista, um mecânico e um campeão de ciclismo aposentado, os novos modelos foram preparados para correr. Barney Oldfield, considerado por alguns historiadores o maior piloto dos primeiros anos do automobilismo, dirigiu o "999" na Manufacturers Challenge Cup Race, em Grosse Pointe, Michigan. O carro chegou uma milha (1.600 metros) na frente do concorrente.

            Após a corrida, A.Y. Malcomson, negociante de carvão em Detroit, ficou interessado em Ford e seus automóveis. Os dois se tornaram sócios e Ford começou a trabalhar em um novo carro. No começo de 1903, vieram mais investidores. A Ford Motor Company foi fundada em 16 de junho de 1903.

            Um mês depois, Henry Ford enfrentou uma situação difícil: o caixa da companhia chegou a menos de 250 dólares. A entrada salvadora de recursos veio em 13 de julho de 1903: um pagamento à vista e duas entradas da venda de três Modelos A, totalizando 1.320 dólares, mantiveram a empresa em operação. No final de 2012, um desses três carros - um Modelo A 1903 vermelho - foi recomprado em leilão por Bill Ford. Acredita-se que seja o carro de chassi número 30, único sobrevivente dos três vendidos naquele dia.

            Com a melhoria da situação financeira, a Ford aumentou a oferta de veículos e aprimorou a sua produção. O icônico Modelo T surgiu em outubro de 1908, inaugurando uma nova era na América. Foi o nono veículo produzido por Henry Ford, que o chamou de "carro universal" - um veículo barato e confiável, que podia ser mantido com facilidade e viajar pelas estradas precárias da época. Ele vendeu mais de 15 milhões de unidades e colocou o mundo sobre rodas.

            Em 1913, a Ford criou a linha de montagem para automóveis. Carregadores e transportadores aéreos traziam as peças para a linha de montagem móvel. Com isso, aumentou a produção e reduziu o custo de produção. Em 1914, a Ford tinha 13.000 empregados e produziu cerca de 300.000 carros, enquanto outras 299 empresas com 66.350 empregados produziram cerca de 280.000 carros.

            A construção da fábrica de Rouge, em 1917, foi o primeiro passo para o sonho de Ford de montar um complexo de manufatura integrado, onde o processamento de matérias-primas, peças e montagem final seria feito de modo eficiente em um único local.

Carros para o homem comum
            Mais que seus carros, o que fez o sucesso de Henry Ford foi compreender o potencial que eles tinham de transformar a sociedade. Antes de Ford, os carros eram itens de luxo e a maioria de seus primeiros competidores continuaram a produzir e vender seus produtos para os clientes ricos. Ford entendeu que com as técnicas certas os carros poderiam se tornar acessíveis e desejados pelo grande público. Ele se concentrou em tornar o processo de manufatura mais eficiente para produzir mais e vender mais barato.

Ford entendeu que seu negócio era mais do que carros: era transporte, mobilidade, mudança de estilo de vida. Ele antecipou o efeito cascata da produção em massa para criar mais empregos e permitir que mais pessoas comprassem os carros que ele produzia.

            Ele tornou a Ford Motor Company uma empresa internacional, muito antes que qualquer um de seus competidores. No áuge da fama e poder, a Ford operava ou vendia em mais de 30 países ao redor do mundo, incluindo China, Brasil e a maior parte da Europa.

Uma sociedade melhor
            O lema pessoal de Henry Ford de "ajudar o próximo" influenciou seu estilo de gestão. Ele reconheceu que as políticas generosas com os empregados  resultavam em trabalhadores mais satisfeitos e melhores produtos. No entanto, ele dizia não acreditar na caridade convencional - preferia dar oportunidades para que as pessoas se ajudassem a si mesmas.

            Algumas das inovações que Ford introduziu em sua empresa incluem:
  • O pagamento de 5 dólares por dia, o dobro do padrão da indústria, aproximando os empregados dos carros que produziam. Ford considerava isso um caminho para dividir os lucros da companhia com aqueles que ajudavam a produzi-los.
  • Criação de oportunidades de emprego para pessoas com necessidades físicas e mentais especiais.
  • Facilidades de educação no ambiente de trabalho, começando com a Escola de Língua Inglesa na fábrica de Highland Park, em 1919, quando percebeu que a sua força de trabalho, formada por muitos imigrantes, precisava de reforço de linguagem.

Líder empresarial
Henry Ford se aposentou pela primeira vez em 1919, quando passou a liderança da companhia para o filho Edsel. Também em 1919, ele adquiriu, junto com sua esposa e o filho Edsel, a participação dos sócios minoritários da companhia pela soma astronômica (para a época) de 105,82 milhões de dólares e tornou-se o único dono da Ford Motor Company - fazendo dela um negócio realmente familiar. Em 1943, quando Edsel morreu de câncer, aos 49 anos, Henry retornou à presidência, mas muitos dizem que ele jamais foi o mesmo depois da perda do filho querido. 

            Em 21 de setembro de 1945, o conselho de diretores da Ford Motor Company recebeu uma carta de Henry Ford renunciando à presidência e indicando Henry Ford II, seu primeiro neto e filho mais velho de Edsel, como sucessor. Com isso, Henry Ford deixou definitivamente o comando da empresa, aos 82 anos de idade.

            A aposentadoria encontrou Henry Ford ocupado como sempre. Ele passou o dia 7 de abril de 1947 inspecionando prédios na área de Dearborn que haviam sido danificados pela pior enchente da história na região. A inundação havia cortado a energia na casa de Ford, a Fair Lane. Ele morreu na cama, naquela noite, à luz de velas, em uma recriação do mundo sem eletricidade no qual ele tinha nascido.
Mais informações sobre os 150 anos de Henry Ford estão disponíveis (em inglês) no site http://media.ford.com/mini_sites/10031/HenryFord150 e no Facebook, no http://bit.ly/HenryFord150.

Fonte:
Imprensa Ford

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