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quarta-feira, agosto 17, 2011

Cuidados com o financiamento de automóveis

São Paulo - A tentação de se comprar um carro novo nos dias de hoje é muito grande, especialmente em função da oferta de modelos e financiamentos. No entanto, uma pequena diferença de 0,7% na taxa de juros pode significar um custo final 30% maior para o consumidor. O alerta é de Marcelo Maron, Consultor em Finanças Pessoais, Professor da UniEuro e Diretor Executivo do Grupo PAR:
“Um automóvel Gol no valor de R$ 35.000,00, com uma entrada de R$ 10.000,00 e financiamento de R$ 25.000,00 em 60 parcelas terá uma prestação fixa de R$ 634,84 mensais se a taxa de juros for de 1,5% ao mês. Nesse caso, para financiar R$ 25.000,00 a pessoa pagará um total de R$ 38.090,14. Mas se a taxa for de 2,2% ao mês, a prestação ficará em R$ 754,44 e o valor total pago por um financiamento de R$ 25.000,00 chegará a R$ 45.266,60, isto sem contar as taxas embutidas no financiamento. Repare que a diferença de apenas 0,7 ponto percentual na taxa de juros significa que o consumidor pagará mais R$ 7 mil no total, ou quase 30% do seu financiamento inicial”, alerta Maron.
Segundo Maron, a facilidade de financiar um carro zero quilômetro é tão grande que o mercado de usados tem um excedente de oferta enorme, forçando preços para baixo e facilitando ainda mais o acesso aos interessados em carros usados:
“Mas como tudo que envolve dinheiro e contratos de longo prazo, todo cuidado é pouco na hora de financiar um carro novo ou usado. A primeira dica é pesquisar muito e, se possível, solicitar ajuda a algum conhecido que entenda um pouco de finanças. Muitas coisas são prometidas pelos vendedores, tais como taxas de juros que não são verdadeiras, custos de cadastro que não existem, taxas de cartório e outros custos que são embutidos na sua prestação sem que você saiba. Como os contratos são de longo prazo, podendo chegar até a 84 meses, qualquer pequena variação na taxa de juros trará um impacto substancial na sua prestação e no preço total do carro”, recomenda Maron.
De acordo com o consultor, opções como CDC ou Leasing podem ser alternativas, mas elas trazem diferenças importantes:
“O leasing costuma ser mais barato, pois é isento de IOF, mas é um pouco mais burocrático na quitação e impede que você antecipe parcelas com desconto de juros. Só a quitação total permitirá a retirada dos juros. Já o CDC permite antecipar o pagamento de quantas parcelas você desejar, retirando-se os juros pré-fixados”, explica.
Comparando a taxas de financiamento como as praticadas por cartões de crédito, por exemplo, os juros de um financiamento de automóvel são bem mais baratos porque o carro garante o pagamento da dívida, ou pelo menos boa parte dela. Segundo Maron, caso o consumidor não esteja conseguindo pagar as parcelas, o diálogo com a financeira ou banco é o melhor caminho:
“Se você atrasar mais que três parcelas, poderá ter seu carro tomado rapidamente pela instituição credora, sem grandes burocracias ou processos.  Se a sua situação financeira ficou difícil, procure negociar sempre. Mas não se iluda, pois os bancos e financeiras não tolerarão atrasos reincidentes ou muito extensos”, comenta Maron.
Fonte: Beatriz Bortoletto  
e-Press Comunicação

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