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quarta-feira, fevereiro 08, 2012

VDO alerta motoristas e pais de usuários às condições do tacógrafo no transporte escolar

Equipamento é obrigatório e monitora a condução do veículo que deve ser
checado pelos pais antes da contratação do serviço

  Com a volta às aulas, a VDO, marca do Grupo Continental, alerta profissionais do transporte escolar para a importância da utilização correta do tacógrafo. A empresa também reforça a necessidade de atenção dos pais às condições do instrumento, um dos principais itens de segurança do veículo, antes da contratação do serviço.

A função do tacógrafo é registrar as velocidades desenvolvidas pelo veículo, os tempos de parada, as distâncias percorridas e freadas bruscas, entre outras informações sobre o percurso. Esses dados são registrados de forma contínua em um disco diagrama que possui capacidade de 24 horas ou sete dias, de acordo com o modelo escolhido.

Por suas características, o disco diagrama registra de forma inalterável todas as informações, de maneira que qualquer alteração se torna facilmente perceptível. Os dados registrados pelo tacógrafo permitem uma reconstituição da viagem. Dessa forma, é possível obter informações sobre o comportamento do motorista durante o trajeto e pode-se, então, atuar preventivamente quando possíveis irregularidades são constatadas.

Em caso de acidente, o disco diagrama armazena informações relevantes sobre as circunstâncias do fato ocorrido. Além disso, os laudos periciais, gerados a partir dos mesmos, são aceitos judicialmente.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê que os veículos escolares, os de carga com peso total bruto (PBT) acima de 4.536 kg e os de transporte de passageiros com mais de 10 lugares devem ser equipados com o tacógrafo. Caso não sejam ou o aparelho esteja funcionando de maneira incorreta, o condutor comete infração grave (R$ 127,69 e cinco pontos na carteira de habilitação) e pode sofrer medidas administrativas de retenção do veículo para regularização.
A vistoria dos veículos escolares, a qual inclui o tacógrafo, é realizada pelos órgãos de trânsito dos municípios ou por convênio com os órgãos estaduais.

Qualidade
O Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) exige a checagem periódica do instrumento para que o veículo obtenha o Certificado de Verificação do Tacógrafo, documento expedido pelo órgão, que comprova que o aparelho está em perfeitas condições.  Em caso de dúvidas, basta consultar o site do Inmetro (www.inmetro.rs.gov.br/cronotacografo).

A fiscalização do tacógrafo está a cargo dos órgãos executivos do Sistema Nacional de Trânsito, conforme definido em resolução do CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito), do Inmetro e de seus órgãos delegados, os IPEM's. Os veículos de transporte escolar também estão sujeitos à fiscalização dos órgãos municipais de transporte e de trânsito.

segunda-feira, junho 13, 2011

Entenda a proibição dos faróis de xênon

Uma luz no fim do túnel?
Técnico da Nino Faróis fala sobre a proibição da instalação do xênon

A instalação de faróis de xênon -gás xenônio- em veículos foi proibida pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito) em todo o país. A resolução 384, que proíbe as potentes lâmpadas de xênon foi implantada para garantir a segurança do motorista, já que a luz forte pode ofuscar a visão e causar acidentes.

A substituição dos faróis de xênon em veículos que possuem os modelos em seu projeto original foi permitida pelo Contran. A instalação irregular do modelo resulta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na CNH (Carteira Nacional de Habilitação).

Lázaro Moraes, gerente de desenvolvimento de produtos da Nino Faróis, empresa que está há mais de 20 anos no mercado de iluminação automotiva, explica por que o Contran proibiu a instalação. “A lâmpada de xênon é muito específica, de base própria, e não monta em nenhum outro tipo de base e, mesmo com os tipos de lâmpadas convencionais mais utilizadas (H4, H7, H1 e H3), é impossível se fazer adaptações”. Segundo Lázaro, as lâmpadas automotivas [halógenas, de gás inerte ou xênon] possuem bases totalmente diferentes. “Isso significa que o farol de xênon só pode ser usado em veículos projetados para ele, do contrário, há grandes chances de atrapalhar quem vem em sentido contrário ou à sua frente”, explica.

Mesmo assim, as aparentes vantagens da lâmpada de xênon, entre elas uma luz mais intensa, saltaram aos olhos de muitos motoristas que possuem carros cujos faróis não são preparados para receber tais lâmpadas. Surgiram, assim, lâmpadas importadas xênon que simplesmente conseguiram adaptar-se em faróis halógenos.

O feito dos fabricantes destas fontes de luz “adaptáveis” foi o de pegar o reator de xênon e criar bases de medidas idênticas às lâmpadas de filamento resistivocompatíveis com diversos faróis. O problema está no fato desta lâmpada entrar em um projeto de farol não foi feito para isso. “Desta forma, a adaptação foge de qualquer ação normativa, o que, seguramente, atrapalha a vida no trânsito”, explica Lázaro. “Assim como cada fechadura só pode ser aberta com sua correspondente chave, cada farol, para que funcione corretamente, possui sua lâmpada certa”, finaliza.

Uma luz estranha

O xenônio, ou xênon, é um elemento químico que, à temperatura ambiente, encontra-se em estado gasoso. Sua utilização como fonte de luz é explicada pelo fato de, ao ser excitado com uma descarga elétrica, produz uma intensa luz que tende para o azul. Mas sua aplicabilidade vai muito além das pistas e estradas. Em hospitais, o xenônio é fundamental, não para iluminar, mas para servir como anestésico.
         
Fonte: WR Press