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segunda-feira, abril 06, 2015

STOCK CAR: Cacá Bueno é o novo líder do campeonato


Mudanças no resultado da segunda bateria contemplam a exclusão de Marcos Gomes por desrespeito à regra do box fechado, entre outras punições

O resultado oficial da segunda bateria do Circuito Schin Stock Car disputada na tarde deste domingo (5) em Ribeirão Preto (SP) traz algumas alterações em relação à ordem de chegada da corrida que teve em Tuka Rocha como grande vencedor na prova curta de 22 voltas.

Marcos Gomes, segundo colocado da primeira bateria, havia terminado a corrida 2 na décima posição e somado pontos que lhe colocavam na liderança do campeonato. Entretanto, na validação dos resultados pelos comissários técnicos e desportivos da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo), foi constatado que o piloto do carro #80 desrespeitou a regra que trata do regime de box fechado. Por isso, o ribeirão-pretano foi excluído do resultado da segunda bateria.

Assim, Cacá Bueno, até então vice-líder da tabela, sobe à primeira posição com 33 pontos. Os cinco pontos de Gomes na prova conclusiva foram cassados e agora ele é o vice-líder com 31. Valdeno Brito também recebeu punição por atitude anti-desportiva contra o carro #90 (Ricardo Maurício) na segunda bateria. Sua punição será a perda de 15 posições no grid da próxima etapa - o mesmo foi aplicado ao carro #2 de Rafa Matos.

A terceira etapa do campeonato acontece daqui três semanas, em 26 de abril no circuito do Velopark em Nova Santa Rita (RS).

Confira a classificação do campeonato atualizada:

1. Cacá Bueno - 33 pontos
2. Marcos Gomes - 31
3. Julio Campos - 29
4. Allam Khodair - 27
5. Sergio Jimenez - 26
6. Thiago Camilo - 25
7. Rubens Barrichello - 24
8. Tuka Rocha - 23
9. Vitor Genz - 21
10. Galid Osman - 20
11. Antonio Pizzonia - 17
12. Átila Abreu - 16
13. Felipe Fraga - 15
14. Diego Nunes - 13
15. Ricardo Mauricio - 12
16. Luciano Burti - 12
17. Denis Navarro - 11
18. Rafael Suzuki - 11
19. Max Wilson - 7
20. Felipe Lapenna - 6
21. Raphael Matos - 5
22. Valdeno Brito - 5
23. Gabriel Casagrande - 5
24. Bia Figueiredo - 3
25. Daniel Serra - 1
26. Raphael Abbate - 1
27. Lucas Foresti - 0
28. Cesar Ramos - 0
29. Alceu Feldmann - 0
30. Ricardo Zonta - 0
31. Fabio Fogaça - 0
32. Popó Bueno - 0
33. Felipe Maluhy - 0


Fonte:
Vicar

sexta-feira, março 27, 2015

Mitsubishi Motors oferece experiências a bordo de super esportivo e carro de corrida





Cursos e eventos de pilotagem são realizados no complexo do Autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu (SP)

Adrenalina, velocidade ou simplesmente um dia inesquecível a bordo de super carros. A Mitsubishi Motors promove no complexo Drive Club, em Mogi Guaçu (SP), uma série de cursos e eventos para os apaixonados que querem sentir a emoção de estar em uma pista de corrida. O local abriga o Autódromo Velo Città, um dos mais modernos do País, e que tem homologação da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).

Com a coordenação de Ingo Hoffmann, uma lenda no automobilismo nacional, com 12 títulos na Stock Car, são oferecidos cursos para quem quer se tornar um piloto profissional ou simplesmente curtir a sensação de dirigir um carro de corrida. Conheça cada um:

Lancer Experience


O Lancer Experience é destinado a pessoas que queiram ter uma experiência a bordo de um veículo super esportivo, o Lancer Evolution X, um dos veículos esportivos mais desejados do mundo, quatro vezes campeão do World Rally Championship (WRC), o mais importante campeonato de rali do mundo.

O programa dura um dia inteiro e o participante aprende técnicas de aceleração, frenagem, tangencia, sempre testando e conhecendo toda a tecnologia e dirigibilidade do veículo.

Após o almoço, para dar ainda mais emoção aos participantes, são feitos exercícios contra o relógio no traçado do Autódromo Velo Città. O curso é ministrado por grandes nomes do automobilismo nacional, como Ingo Hoffmann, Duda Pamplona e Felipe Maluhy.

Racing Experience


O Racing Experience é para quem quer ter a primeira experiência em um autódromo com um carro de corrida. Os instrutores passam informações e dicas de pilotagem sobre o Lancer R, modelo de 306 cavalos desenvolvido para a Lancer Cup. A performance de cada participante é analisada pela equipe de instrutores.

Tudo isso inserido na programação de treinos da Lancer Cup, campeonato da Mitsubishi Motors destinado a gentlemen drivers. Assim, o participante poderá trocar experiências com os pilotos do campeonato, além de aproveitar toda a estrutura para assistir às provas do fim de semana.

Premium Racing School


Para aqueles que querem se tornar pilotos, a Premium Racing School tem um programa completo de dois dias totalmente voltado ao automobilismo.

São ministradas aulas teóricas sobre técnicas de pista, regulamentos de corrida e a metria, sistema de aquisição de dados. Logo em seguida os participantes vão para a pista a bordo do Lancer Evolution X e depois pilotam o Lancer R, de 306 cavalos de potência, desenvolvido e usado na Mitsubishi Lancer Cup. Ao final do curso, o aluno aprovado estará apto a requerer a carteira de piloto profissional de pista, categoria PGCB, junto à CBA (Confederação Brasileira de Automobilismo).


Inscrições


As inscrições podem ser feitas pelo site www.mitdriveclub.com.br com pagamento via cartão de crédito em até seis vezes.


Calendário:

Lancer Experience


- 05 de maio
- 06 de maio
- 28 de maio
- 29 de maio
- 30 de maio
- 31 de maio
- 12 de julho

Racing Experience


- 24 de abril
- 24 de julho
- 13 de novembro

Mitsubishi Premium Racing School


- 07 e 08 de maio


Fonte: Mitsubishi Motors

domingo, março 22, 2015

STOCK CAR: Dupla Ricardo Maurício/Nestor Girolami vence em Goiânia

Corrida de Duplas foi extremamente movimentada com várias disputas; Marcos Gomes/Mark Winterbottom terminaram em segundo. Allam Khodair/Antonio Félix da Costa segurou os ataques de Cacá Bueno/Pechito López para fechar o pódio em terceiro

O fã de automobilismo teve na manhã deste domingo (22) em Goiânia a oportunidade de testemunhar um verdadeiro show de velocidade na abertura da temporada 2015 do Circuito Schin Stock Car com a Corrida de Duplas. Titulares e convidados mostraram perícia, combatividade e agressividade durante 35 voltas pelos 3.835 metros do Autódromo Ayrton Senna na capital goiana.

A vitória ficou com a dupla Brasil-Argentina formada por Ricardo Maurício e Nestor Girolami. O argentino, campeão do Super TC2000 de seu país, teve de guiar por seu turno sem comunicação com a equipe via rádio e só se tranquilizou quando passou a ser avisado pelo time por meio de placas mostradas na mureta que separa os boxes da reta. Mesmo assim, cruzou a linha de chegada com quase sete segundos de vantagem para o segundo duo internacional da disputa: Marcos Gomes, que fez sua 100ª corrida na Stock Car, e o australiano Mark Winterbottom, da V8 Supercars.

Até que Antonio Félix da Costa cruzasse a linha de chegada para levar o parceiro Allam Khodair ao pódio, niguém sabia quem ocuparia o último degrau na festa dos vencedores, já que o argentino José Maria "Pechito" López, parceiro de Cacá Bueno, disputava a posição com o convidado da Full Time havia várias voltas. O campeão mundial do WTCC, correndo na Red Bull ao lado do pentacampeão, exerceu fortíssima pressão sobre o português do DTM e da Fórmula E, mas teve de se contentar com o quarto posto.

Atrás da segunda dupla Brasil-Argentina chegou o carro de Thiago Camilo e Lucas di Grassi no quinto lugar, com Max Wilson/Vitor Meira em sexto. Apesar de relatar alguns problemas de estabilidade no carro durante os treinos, o vencedor do ano passado Felipe Fraga conseguiu, junto do parceiro português Álvaro Parente, cruzar a linha de chegada em sétimo.

Valdeno Brito e o belga Laurens Vanthorr fecharam em oitavo, logo à frente do carro dividido por Rubens Barrichello e Ingo Hoffmann - o "Alemão" estava exultante após a corrida e feliz com um resultado julgado pelo 12 vezes campeão como "ótimo". "Feliz para caramba. Estou em estado de graça. Foi sensacional. Eu saí dos boxes perto do pessoal da frente, do Di Grassi e falei comigo mesmo que estávamos bem, mas aí eu dei uma baita travada nos freios na curva oito, fui lá fora e resolvi baixar um degrau para continuar na brincadeira. Depois disso fui bem consciente, e foi super legal. Só posso agradecer a coragem do Rubinho em ter me convidado. Foi uma grande loucura. O bom é que fechei meu ciclo na Stock duas vezes com chave de ouro", destacou o veterano de 62 anos.

O público compareceu em peso ao Autódromo Ayrton Senna. Segundo a Polícia Militar do Estado de Goiás, foram 45 mil pessoas presentes nas arquibancadas e demais setores da praça esportiva para um show que não deixou ninguém desgrudar os olhos da pista - ou da TV.

O pole position Átila Abreu manteve a liderança nas primeiras voltas, mas uma vibração no carro o fez perder alguns postos e o vice-campeão adiantou a parada para que Nelsinho Piquet iniciasse seu turno. No entanto, a quebra do rolamento da roda traseira esquerda impediu o carro número 51 de continuar na disputa.

A prova teve também alguns "encontrões", como na disputa entre Jacques Villeneuve e Antonio Perez. O campeão de 1997 da F1 e o irmão do piloto Sergio Perez, da Force India, respectivamente parceiros de Ricardo Zonta e Rafael Suzuki, disputaram posição lado a lado na reta, até que o mexicano foi forçado a abandonar com um problema na roda dianteira esquerda.

Agora o Circuito Schin Stock Car volta a se reunir dentro de suas semanas no circuito de rua de Ribeirão Preto (SP), no dia 5 de abril.


OS TRÊS PRIMEIROS:

RICARDO MAURÍCIO #90 (EUROFARMA-RC) 1º colocado
"Começar a temporada ganhando corrida, o final de semana não poderia ter sido melhor. O Nestor se adaptou muito bem, andou sempre na frente, liderou treinos, foi extremamente rápido na chuva, é um piloto muito talentoso, campeão na Argentina, uma cabeça extremamente forte e muito dedicado. Tentei fazer com que ele andasse o máximo possível durante o final de semana e o pouco treino que tive foi para acertar o carro - e ainda com a ajuda dele. Foi excepcional. Tudo o que aconteceu antes da corrida foi muito importante para o resultado final. Larguei muito bem, me mantive em quarto, aí o Valdeno começou a ter algum tipo de problema e o passei; então superei o Marquinhos e depois o Átila. Ter entregue o carro em primeiro foi importante, e a corrida dele foi sensacional, com um ritmo muito forte. Ele ajudou muito a equipe a começar a temporada com o pé direito".

NESTOR GIROLAMI #90 (EUROFARMA-RC) 1º colocado
"Foi uma corrida de sonho para mim, estou muito feliz. Eu sabia que era uma prova muito importante, com ex-pilotos de Fórmula 1 e outros de muito nome. Confiei no Ricardo porque sei que ele é muito profissional e muito aplicado. O trabalho anterior foi muito importante em conhecer a equipe, a oficina, o carro, e tive um grande companheiro. Quanto trocamos de piloto saí do box tranquilo e quando comecei a falar no rádio não vinha nada de resposta. Então eu não sabia quantas voltas faltavam, quando aplicar o push do pass, nem qual era a vantagem em relação aos de trás. Mas aí começaram a usar as placas na reta e pude ficar mais tranquilo e administrar. Terminei a corrida com dois push sobrando. Agradeço a confiança e espero fazer muitas corridas com ele".

MARCOS GOMES #80 (VOXX RACING) 2º colocado
"Nada mal, foi um começo bem positivo. A melhor posição quando não se pode ganhar é o segundo, então estou feliz com pódio em minha primeira corrida na equipe. O entrosamento ainda não está 100%, mas já conseguimos quase uma vitória, chegamos a brigar por ela. Infelizmente não deu para vencer, mas de qualquer forma foi um final de semana muito positivo para mim e para a equipe".

MARK WINTERBOTTOM #80 (VOXX RACING) 2º colocado 
"É muito bom terminar no pódio. É o começo do campeonato, então eu queria fazer um bom trabalho para o Marcos e foi uma boa posição. Meu turno estava bom por algumas voltas, mas meus pneus começaram a se desgastar um pouco rápido e eu tive que diminuir o ritmo. O carro havia começado a escorregar demais e aí foi necessário tirar o pé. Eu adoraria ter lutado pela vitória, mas o segundo lugar está de excelente tamanho".

ALLAM KHODAIR #18 (FULL TIME SPORTS) 3º colocado 
"Ver a briga de fora é sempre pior. Ainda mais porque estávamos administrando uma situação de problema dentro do carro e ele (Da Costa) é novato aqui, mas guiou muito, ele foi espetacular. O português administrou muito bem as situações da corrida - os últimos nove minutos foram os mais demorados da minha vida, porque sabíamos que havia a chance de pódio, ao mesmo tempo todo mundo chegando, tinha que administrar o problema com o push. E foi muito positivo".

ANTONIO FÉLIX DA COSTA #18 (FULL TIME SPORTS) 3º colocado
"O carro estava com uns probleminhas de câmbio, e eu tinha que rodar um pouquinho mais lento: precisava frear muito antes e segurar os outros carros atrás, então no meio de toda a dificuldade ficou tudo bem, consegui segurar os caras - e tenho que dizer que foram todos muito justos também na pista. E acho que tivemos um grande espetáculo e estou muito contente com esta corrida. Quero agradecer à equipe Full Time e ao Allam por terem me chamado, e por mim volto ano que vem com certeza".


Resultado da Corrida de Duplas*
1. #90 Ricardo Mauricio/Nestor Girolami - Eurofarma RC - 35 voltas em 52min32s719 
2. #80 Marcos Gomes/Mark Winterbottom - Voxx Racing Team - +6s892
3. #18 Allam Khodair/Antonio Felix da Costa - Full Time Competições - +18s475
4. #0 Cacá Bueno/Pechito Lopez - Red Bull Racing - +18s742
5. #21 Thiago Camilo/Lucas Di Grassi - Ipiranga-RCM - +19s102
6. #65 Max Wilson/Vitor Meira - Eurofarma RC - + 19s766
7. #88 Felipe Fraga/Alvaro Parente - Voxx Racing Team - +19s880
8. #77 Valdeno Brito/Laurence Vanthoor - Shell Racing - + 25s577
9. #111 Rubens Barrichello/Ingo Hoffman- Full Time Competições - + 42s395
10. #14 Luciano Burti/Jaime Algersuari - RZ Motorsport - + 45s797
11. #4 Julio Campos/Nicholas Prost - Prati-donaduzzi - +46s930
12. #28 Galid Osman/Beto Monteiro - Ipiranga-RCM - + 50s193
13. #29 Daniel Serra/Chico Serra - Red Bull Racing - + 52s997
14. #2 Raphael Mattos/David Mufatto - Schin Racing Team - + 59s049
15. #10 Ricardo Zonta/Jacques Villeneuve - Shell Racing - + 59s682
16. #12 Lucas Foresti/Luiz Razia - AMG Motorsport - +1min04s663
17. #46 Vitor Genz/Matheus Stumpf - Boettger Competições - +1min06s869
18. #110 Felipe Lapenna/Vitantonio Liuzzi - Schin Racing Team - +1min10s047
19. #6 Alceu Feldmann/Ezequiel Raul Bosio - Boettger Competições - +1min11s382
20. #3 Bia Figueiredo/Matias Milla - União Química Racing - + 1min16s879
21. #83 Gabriel Casagrande/Enrique Bernoldi - C2 Team - + 1min18s789
22. #26 Raphael Abbate/Nicolas Costa - Hot Car Competiçõe - + 1min19s706
23. #72 Fabio Fogaça/Leandro Totti - Hot Car Competições - + 1 volta
24. #1 Antonio Pizzonia/Bruno Senna - Prati-donaduzzi - + 1 volta
25. #73 Sergio Jimenez/Fabio Carbone - C2 Team - + 1 volta 
26. #25 Tuka Rocha/Chris Van Der Drift Peugeot - + 2 voltas
27. #8 Rafael Suzuki/Antonio Perez - RZ Motorsport - + 4 voltas
28. #51 Átila Abreu/Nelson Piquet Jr - AMG Motorsport - + 8 voltas
29. #74 Popó Bueno/Guilherme Salas - Cavaleiro Racing Sports - + 11 voltas
30. #70 Diego Nunes/Ricardo Rosset - Vogel Motorsport - _ 27 voltas
31. #11 Cesar Ramos/Frederic Vervish - Cavaleiro Racing Sports - + 28 voltas
32. #5 Denis Navarro/Felipe Giaffone - Vogel Motorsport - + 30 voltas
33. #33 Felipe Maluhy/Xandynho Negrão - ProGP - + 32 voltas
*Resultado sujeito a confirmação pelos comissários técnicos e desportivos da CBA


O Circuito Schin Stock Car tem organização e realização da Vicar Promoções Desportivas, com supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA). O evento tem a Schin como patrocinador máster e também conta com patrocínio da Pirelli e copatrocínio de Cielo e Mobil Super. Com o apoio da Transzero. As montadoras são Chevrolet e Peugeot.

É proibida a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos nas dependências do autódromo. O evento é destinado a maiores de cinco anos, acompanhados de responsáveis legais (parentes de primeiro grau). Na entrada, será obrigatória a apresentação de documento original (RG, CNH ou certidão de nascimento), independentemente da idade. Menores de 18 anos desacompanhados de um responsável legal não terá a entrada permitida

Fonte:
Dep. de Comunicação Vicar

Eduardo Antonialli / Cleber Bernuci


sexta-feira, março 13, 2015

O que fazer para se tornar um piloto de corridas


A Fórmula Truck recebe muitos emails de gente querendo guiar os caminhões da categoria. Seguem informações básicas para as pessoas se tornarem pilotos capacitados a guiar os brutos.

Muita gente tem o sonho de guiar um caminhão de corrida numa pista, dividir a curva com os adversários, acelerar, receber a bandeirada quadriculada em primeiro lugar, subir no ponto mais alto do pódio, ser aplaudido pela torcida e levar um banho de champanhe. Esse sonho pode se tornar realidade? Claro que sim, mas para isso é preciso seguir alguns procedimentos burocráticos e que fazem parte do processo de se tornar um piloto de corrida.

Você, que não passou por uma das muitas categorias e nem disputou um campeonato de kart, onde normalmente se inicia no automobilismo, dificilmente terá o necessário conhecimento - técnico e esportivo - para ter o prazer de guiar os mais velozes caminhões do mundo e acelerar os brutos a mais de 200 km/h.

A Fórmula Truck, a mais popular categoria do automobilismo da América do Sul, recebe muitos pedidos de orientação sobre como fazer para se tornar um piloto de corridas. Aqui vão algumas importantes e obrigatórias dicas para se chegar lá.

O primeiro passo para aqueles que ainda não conhecem os procedimentos do automobilismo e do kartismo é procurar uma das inúmeras escolas de pilotagem credenciadas e avalizadas pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) no seu Estado de origem. A CBA é a entidade máxima e que comanda o esporte a motor brasileiro. Começar bem é fundamental. Assim, antes de fazer sua matrícula, verifique e confirme junto à Federação de Automobilismo de seu Estado e do Distrito Federal se a escola está mesmo credenciada e é oficial. Caso contrário, seu curso não terá validade para a CBA. 

Após completar e ser aprovado no curso, o aluno terá direito à primeira carteira de piloto, denominada PC, ou seja, Piloto de Competição. A carreira de piloto de competição, que começa como Novato nos campeonatos regionais, tem na sequência superior a PGC B (Pilotos Graduados de Competição B). Esse status é atingido somente após um novo curso ou depois um bom desempenho nas pistas na temporada anterior. Na prática é preciso mostrar que é muito bom.

O site oficial da CBA (http://cba.org.br/site/) mostra as várias formas para o piloto ter sua graduação elevada, incluindo o título de campeão ou vice-estadual. Mais detalhes podem ser obtidos no item Códigos e Regulamentos e entrar no Código Desportivo Nacional - CDA.

Realizado todo esse procedimento, e com a documentação obrigatória em ordem, aí começa a parte mais difícil para os pilotos. Para correr não basta ter somente vontade e determinação. É necessário patrocinadores para bancar as despesas, que são elevadas. Caso o próprio piloto tenha essa condição financeira, o próximo passo é encontrar uma equipe. Como será a primeira experiência em nível nacional, a preferência deve ser pelos certames estaduais, onde o nível técnico é menor e se aprende bastante sobre regras, acertos, tocadas durante uma corrida e outros detalhes que não podem ser ignorados (sob pena de severas punições) nas categorias top do automobilismo. É nos estaduais, seja de que Estado for, que se ganha experiência.

Somente depois de passar pela escolinha, ter noções básicas do automobilismo, conseguir patrocinadores andar nos campeonatos estaduais ou regionais se ainda assim a vontade de guiar um caminhão da Fórmula Truck, o caminho está aberto. O candidato deve acertar com uma das escuderias da mais popular categoria do automobilismo da América do Sul e daí em diante, sim, é só acelerar e transformar em realidade o sonho de receber a bandeirada quadriculada em primeiro lugar.

Fonte:
Comunicação da Fórmula Truck
Milton Alves 

sexta-feira, março 06, 2015

FÓRMULA TRUCK : Sete anos sem Aurélio Batista Félix

Criador da Fórmula Truck faleceu há sete anos. Categoria continua no caminho traçado pelo visionário empresário que viu parte do seu sonho se tornar realidade.

Aurélio Batista Félix era um visionário e pessoas desse tipo sempre merecem ser lembradas. Lá, na distante década de 80, ele pensou em criar uma categoria de caminhões de competição e o sonho só se tornou realidade em 1995, depois de participar da 1ª Copa Brasil de Caminhões, que em 1987 foi disputada no Autódromo de Cascavel, no Paraná. Como piloto, Aurélio terminou em quarto lugar. O caminhoneiro filho de caminhoneiro viu uma parte dos planos se tornarem realidade quando em 1994 fez uma apresentação em Interlagos, o templo do automobilismo brasileiro, para mostrar para empresários, autoridades e imprensa especializada o embrião daquela que alguns anos mais tarde se tornaria a mais popular categoria do automobilismo continental. No entanto, somente em 1996, depois de muitas lutas pessoais de Aurélio, a Fórmula Truck foi homologada e se tornou oficialmente uma categoria conhecida e respeitada. Antes, em 1995 a Truck já tinha seu campeonato.

Mas o destino, sempre ele, quis que esse caminho fosse interrompido bruscamente no dia 5 de março de 2008, quando Aurélio entrou para a história do automobilismo brasileiro. Aos 49 anos ele se foi, mas a semente plantada no seu coração lá na década de 80 ficou, germinou e se consolida a cada temporada. Neste início do 20º ano o legado dele volta a ser lembrado por gente que conviveu e com quem dividiu o sonho da Fórmula Truck, hoje comandada por sua esposa Neusa Navarro e com a participação dos filhos Danielle, Gabrielle e Aurélio Júnior.

Neusa Navarro (presidente da Fórmula Truck) - 


Parece que foi ontem, mas já se passaram sete anos. Muito tempo. Mas o Aurélio ainda está presente em tudo o que a gente faz. A ideia de continuar com a Fórmula Truck foi dar continuidade ao sonho dele. Fiz o que ele tinha em mente e de agora em diante dou continuidade aos meus sonhos. Ele era extremamente exigente, centralizador, tudo tinha de ser feito do jeitão dele e dava certo. O Aurélio faz muita falta em todos os sentidos, como marido, como pai. Não sei como as coisas estariam se ele ainda estivesse aqui hoje. Melhor? Pior ? Sinceramente, não sei. O que ele tinha era uma facilidade muito grande de lidar com pilotos e equipes, pois entendia do assunto. De uma coisa tenho certeza: se estivesse por aqui os caminhões teriam evoluído muito mais.

Teo José (narrador Rede Bandeirantes) - 


O Aurélio foi um dos caras mais fantásticos que conheci. Era a maior figura. Um grande sonhador que conseguia transformar em realidade tudo o que sonhava. Tive vários casos engraçados com ele. Uma vez em Curitiba estávamos preenchendo a ficha de entrada no hotel e a recepcionista perguntou se ele fumava. Ele virou e disse :por que você quer saber da minha vida? Se eu fumo é problema meu!!! Aí disse que era para saber se o colocava em quarto de fumante ou não fumante, mas ele saiu bravo demais. Teve outro caso em que ele queria comprar uma caminhonete que estava em falta e achou numa concessionária de Santos. Ligou, acertou o preço e mandou uma pessoa buscar com um cheque em branco, caso tivesse de acrescentar emplacamento, algo assim. Aí a pessoa acertou um desconto, pois o pagamento era à vista. Quando retornou à Truck, o Aurélio mandou ele voltar e completar o pagamento, pois era o que ele tinha combinado. Ele foi um dos maiores empreendedores que conheci e tenho saudade do Aurélio.

Orlei Silva (fotógrafo da Fórmula Truck desde 1996) - 


Ele era o pai dos autódromos brasileiros. O Aurélio reformou vários autódromos do País por gostar do automobilismo, esporte que ele queria ver em pé. Ele foi o único a tirar dinheiro do próprio bolso para reformar e deixar em condições de receber corridas. Ele reformava mesmo. Não fazia só maquiagem. Lembro bem em 2004, em Cascavel, quando passamos 60 dias dentro do autódromo arrumando tudo por lá. Ele mesmo operou tratores, caçambas e, mesmo sem a ajuda de um engenheiro, fez tudo. O Aurélio não teve ajuda do governo e nem da Prefeitura para fazer o que fez.

Luiz Silvério (repórter Fórmula Truck/Band) - 


Posso definir o Aurélio com uma palavra: determinado. Minha convivência com ele teve início em 1987, quando ele participou da primeira corrida de caminhões no Brasil. Naquela época eu não tinha amizade com ele, mas vi uma pessoa trabalhadora e que tinha tudo para dar certo. Ali já observei um cara determinado a fazer aquela categoria ter sucesso no Brasil. E o sucesso veio quando ele criou a Fórmula Truck, e tudo antes mesmo da primeira transmissão de tevê, pois a Truck já levava 40 mil pessoas aos autódromos. O Aurélio vivia ligado 24 horas. Quando era hora de descansar estava na oficina no dinamômetro tentado melhorar a performance do motor. Ele era um inovador e queria mudar sempre, pois via as coisas de outra maneira. Queria mudar para fazer a categoria ser o sucesso que é hoje!

Renato Martins (piloto e dono da RM Competições) - 


O Aurélio era um grande amigo com quem eu discutia e brigava muito, sempre para o bem da Fórmula Truck. A morte dele foi uma grande perda não só para a Truck, mas para todo o automobilismo brasileiro, pois ele era um cara criativo. Nós discutíamos por causa do regulamento, sempre querendo melhorar a categoria. Ele era um linha-dura e com uma visão muito boa. Guardo boas recordações dele.

Roberval Andrade (piloto e dono da Corinthians Motorsport) - 


Há sete anos nós perdemos muito cedo um grande visionário e idealizador. Todo o tempo em que trabalhei na Truck com o Aurélio foi de satisfação, pois ele era um gênio, um organizador que fez todos os pilotos da categoria terem o reconhecimento nacional em cima de sua gestão. Ele conseguiu implantar em todos nós, pilotos e equipes, a mesma visão que ele tinha da vida pessoal e do lado profissional no automobilismo. O esporte cresceu e melhorou em cima da grande estrutura que a Fórmula Truck criou. Infelizmente ele nos deixou jovem, com 49 anos.

Djalma Fogaça (piloto e dono da DF Motorsport) - 


Ele era um cara diferenciado, incrível! Lembro de uma corrida e na época os quatro caminhões da equipe tinham comunicação pelo rádio. Eu liderava, tive de entrar no box e, como voltei em último, não chegaria entre os primeiros nunca. Aí escutei o Zé Maria falar que estava com problema e que precisava ir para os boxes. Entrei no rádio e disse para ele parar na pista para me ajudar. Ele parou e quando o Aurélio foi socorrer perguntou o que tinha acontecido e ele disse que tinha travado, Ele viu que era mentira e deixou para o briefing da outra corrida. Ele começou a falar assim: tem gente que não pode estar na minha catigoria. Ele falava desse jeito mesmo, com i. Não é mesmo Fogaça? E disse que eu tinha mandado o Zé parar na pista. Falei que ele não tinha como provar aí ele chamou o Zé e sapecou: Zé, você que é um homem temente a Deus, não mente e quer ficar aqui na Truck, me responda: mandou ou não? Aí o Zé, meio sem jeito, disse que sim. Depois de soltar os cachorros em mim, ele encerrou o briefing e pediu para só eu ficar. Pensei que tinha dançado. Aí ele disse: Cabeção, se você cair numa CPI com uma testemunha dessa está ferrado!!! Rimos muito.


O Campeonato Brasileiro de Fórmula Truck tem a supervisão da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) e patrocínio master da Petrobras e Crystal. As fabricantes de caminhões são Iveco, Ford, MAN Latin America, Mercedes-Benz, Volkswagen e Volvo.

Comunicação da Fórmula Truck:
Milton Alves 

terça-feira, julho 02, 2013

Saiba como se tornar piloto de corrida


Vários passos precisam ser seguidos por aqueles que nunca andaram sequer de kart competitivamente. Vicar promove e organiza quatro categorias, três de carros de Turismo e uma de monopostos.



São Paulo (SP) - Por acaso você tem ideia de como realizar o sonho de se tornar piloto de corrida? Não? Normal, pois quem nunca andou de kart e nem de outro esporte a motor não tem o devido conhecimento do que fazer para ter o prazer de sentar no cockpit de um Stock Car, de um carro do Brasileiro de Turismo, da Copa Petrobras de Marcas ou de um diferente Fórmula 3 sul-americano para andar a mais de 250 km/h.

A Vicar, promotora e organizadora das quatro categorias, apontadas entre as mais importantes do automobilismo nacional, sul-americano e até mundial, caso da Stock Car, recebe muitos pedidos de orientação sobre como fazer para se tornar um piloto de corridas. 

O primeiro passo para aqueles que ainda não conhecem os procedimentos do automobilismo e do kartismo é procurar uma das inúmeras escolas de pilotagens credenciadas pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) no seu Estado de origem. Começar bem é fundamental, assim, verifique e confirme junto à Federação de Automobilismo de seu Estado e do Distrito Federal se a escola está mesmo credenciada. Caso contrário, seu curso não terá validade oficial.

Após completar o curso, o aluno terá direito à primeira carteira de piloto (PC) Piloto de Competição. A carreira de piloto de competição, que começa como novato nos campeonatos regionais como PC (Piloto de Competição), tem na sequência crescente a PGC B- Pilotos Graduados de Competição B, que ganham esse status depois de um novo curso ou por seu desempenho na temporada anterior. 

O site oficial da CBA mostra as várias formas homologadas para o piloto ter sua graduação, incluindo o título de campeão ou vice-estadual. Mais detalhes podem ser conseguidos no site da CBA (www.cba.org.br) Códigos e Regulamentos e clicar no Código Desportivo Nacional - CDA. 

Feito tudo isso e com a documentação toda em ordem, tem início a parte mais difícil, pois para correr é necessário se ter um patrocinador para bancar as despesas. Se o piloto tiver essa condição financeira, o passo seguinte é encontrar uma equipe que dispute um campeonato oficial. De preferência, escolha os estaduais, onde o nível técnico é menor e se aprende bastante sobre regras, acertos, tocadas durante uma corrida e outros detalhes. Em resumo, é ali que se ganha experiência.

Se obtiver sucesso, e tiver patrocinadores, para ir adiante, o caminho é escolher a categoria que mais se adapte a você, ou ao seu bolso, conversar bastante com outros pilotos e acelerar. Os caminhos do automobilismo são os carros de Turismo. 

O primeiro passo seria correr ou no Brasileiro de Turismo ou na Copa Petrobras de Marcas. A Stock Car seria o passo seguinte. Todas essas categorias estão com seus grids praticamente completos. Poucas são as possibilidades nesta temporada.

Só para se ter uma ideia do custo, algo importantíssimo para quem pensa em correr nas pistas do Brasil e do mundo, uma temporada com oito etapas e 16 corridas na Copa Petrobras de Marcas sai em torno de R$ 550 mil.

Quem quiser optar pelos monopostos, a Fórmula 3 oferece o aprendizado na F-3 Light e depois na categoria com mais exigências. Para disputar as 16 corridas de 2013 com todos os treinos da F3 Sul-americana são necessários R$ 500 mil, enquanto que a F3 Light sai pela metade do preço: R$ 250 mil.

Departamento de Comunicação da Vicar:
Milton Alves 

quarta-feira, agosto 01, 2012

Copa Fiat: Cacá Bueno terá novo carro em Interlagos


Equipe ainda tenta recuperar envolvido em acidente grave em Curitiba

O bicampeão Cacá Bueno correrá a próxima rodada da Copa Fiat com um novo carro. Embora a equipe Itaú/ICarros ainda não tenha fechado o diagnóstico a respeito dos danos ocasionados pela espetacular capotagem domingo no Autódromo Internacional de Curitiba-Pinhais, o diretor-esportivo William Lube afirmou nesta terça-feira que uma recuperação completa - altamente improvável, segundo ele - demandaria pelo menos seis meses. "Já estamos avaliando as alternativas, mas o certo é que ele terá um outro carro em Interlagos", disse Lube, que vem mantendo contatos com a Fiat e com a GF Sports, time do Rio de Janeiro que participou somente da etapa de Goiânia. A etapa de São Paulo está marcada para dias 18 e 19 de agosto.

O acidente aconteceu na 9ª volta da segunda corrida da programação. Cacá e o goiano Edson do Valle já haviam se tocado no esse de baixa e voltaram a fazer contato no final da reta oposta. Com o choque, Cacá espalhou para o gramado bastante molhado, escorregou e bateu de traseira contra o guard-rail com extrema violência. Em seguida, capotou duas vezes e parou com as rodas traseiras sobre a barreira de proteção. Apesar da intensidade da batida, o piloto saiu ileso e sozinho do cockpit. Edson foi punido com a exclusão da prova.

O carro já se encontra nas oficinas da equipe em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, e as análises preliminares sugerem que dificilmente virá a ser reutilizado. "Ainda vamos fazer todas as medições, mas parece caso de perda total. O santantonio (arco de proteção do piloto) foi atingido e a lataria também ficou bastante comprometida", explicou Lube. Mesmo que ainda tenha salvação, o carro só poderia voltar às pistas depois de nova vistoria por parte da CBA e da Metalmoro, empresa que fabrica os modelos da Copa Fiat.

Lube elogiou as condições de segurança oferecidas não apenas pelo carro da Copa Fiat, mas também pelo autódromo da capital paranaense. "O carro se mostrou bastante seguro, depois de bater duas vezes com o teto no chão. E os guard-rails funcionaram muito bem. As lâminas recuaram cerca de dois metros e absorveram grande parte da energia do choque. Se o impacto tivesse sido contra uma parede, as consequências poderiam ser bem mais preocupantes", completou.

Além do susto e do prejuízo material, Cacá perdeu a chance de reassumir a ponta do campeonato, já que pouco antes o líder Christian Fittipaldi havia abandonado com problemas mecânicos. Christian continua na frente da classificação geral com 71 pontos, enquanto Cacá - vencedor de duas das três corridas do fim de semana - chegou aos 69 e André Bragatini, que levou a terceira prova, se aproximou e tem agora 63.

Para consultar a galeria de fotos, acesse http://www.racingfestival.com.br/fotos.aspx


Fonte:
Márcio Fonseca 

sexta-feira, julho 13, 2012

Pilotos da Stock Car não acreditam em novo autódromo no Rio


Maioria descrê em promessas e acha que corrida deste domingo encerra história da categoria na cidade

RIO DE JANEIRO - Autoridades dos governos federal, estadual e da Confederação Brasileira de Automobilismo precisarão de muito mais que saliva e papéis para convencer os astros da Stock Car que o Rio de Janeiro contará com novo autódromo depois que o de Jacarepaguá começar a ser destruído para as obras do parque olímpico dos Jogos de 2016. Dos 30 pilotos ouvidos na manhã desta sexta-feira, pouco antes da abertura dos treinos livres da 6ª etapa da temporada, 26 disseram não acreditar na construção de um novo circuito no Bairro de Deodoro, como garantem o Ministério dos Esportes e o Governo do Estado.

Com a segurança de que seus nomes não seriam revelados, os pilotos expressaram indignação não apenas com o atual estado de abandono do Autódromo Internacional Nelson Piquet, que recebeu as principais categorias mundiais, como Fórmula 1, Fórmula Indy e a Motovelocidade, como deixaram claro a desconfiança a respeito da capacidade das autoridades em honrar seus compromissos. "Eu simplesmente não acredito em políticos. Até torço para estar errado, mas não tenho esperança de que a gente volte a correr na cidade. Uma corrida de rua, quem sabe, mas um novo autódromo é algo irreal para mim", disse um dos principais astros da categoria.

Mesmo entre os raros pilotos que se dizem esperançosos com o projeto de Deodoro, eles manifestam muito mais uma esperança de que a cidade não seja rifada do calendário do que uma confiança nas promessas oficiais das várias esferas de governo junto à CBA. "Sei que não é fácil acreditar, mas por toda a história e tradição de Jacarepaguá, que pode ser considerado o segundo autódromo mais importante do Brasil, é preciso que se encontre uma alternativa quando ele não existir mais", disse outro piloto com diversas vitórias na Stock Car.

Até entre os pilotos cariocas, a desconfiança vence. Dos cinco que correrão neste fim de semana, apenas um aposta que a ausência da Cidade Maravilhosa do calendário será temporária. "Pelo que sei, já existe até verba assegurada para o autódromo de Deodoro. Vamos ficar sem corridas aqui por talvez dois anos, mas depois uma nova pista estará pronta. Na verdade, eu queria mesmo a preservação de Jacarepaguá, mas, já que não será possível, estou certo que o circuito Deodoro será erguido."

A prefeitura do Rio de Janeiro espera entrar com as máquinas no autódromo em agosto, mas a CBA está resistindo e promete brigar na Justiça para que seja cumprido o acordo prevendo a destruição de Jacarepaguá apenas quando a pista de Deodoro for inaugurada. O ar de fim de festa, no entanto, já se percebe a olho nu, especialmente em grande parte das arquibancadas da reta oposta, bastante degradadas e que certamente estarão interditadas ao público neste fim de semana por falta de segurança. Em alguns pontos do traçado, operários até já trabalhavam na desmontagem das arquibancadas durante a passagem dos carros.

A Equipe Medley/Full Time apoia a doação de sangue. Doe sangue. Salve uma vida.

Fonte: MF2 - Serviços Jornalísticos Ltda

quinta-feira, maio 10, 2012

CBA e SPTuris anunciam alterações para 2013 em Interlagos


Mudança dos boxes, novos acessos e obras na curva do Café são os principais pontos

A Confederação Brasileira de Automobilismo e a São Paulo Turismo (SPTuris), empresa oficial de promoção turística e eventos na capital paulista) anunciaram, na manhã desta quarta-feira (9) no Auditório Elis Regina, no Anhembi, em São Paulo, um grande projeto para mudanças na área do Autódromo Internacional José Carlos Pace - Interlagos, dentre elas, uma intervenção na curva do Café, item em que a duas entidades tiveram total aprovação da FIA - Ferderação Internacional de Automobilismo.

O projeto, que deverá demorar dez anos para ser concluído, abrange mudanças de acesso ao autódromo, a construção de uma arena multi-uso, uma pista de arrancada, novos boxes localizados na reta oposta do traçado e espaço a ser destinado para o uso das comunidades que moram ao redor do circuito. Em relação a curva do Café e aos boxes, deverão ficar prontos já em 2013.

Com proposta de mudança já aprovada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e pela CBA, os detalhes das obras nesta parte específica do traçado serão ainda definidos em comum acordo com uma comissão formada por pilotos e dirigentes. Sobre este trabalho, Cleyton Pinteiro, Presidente da CBA, fala, destacando a importância da participação também de pilotos no projeto.

"Nós formamos uma comissão com os pilotos Felipe Giaffone, Max Wilson e Nonô Figueiredo, a SPTuris, a CBA e liderada pelo Sérgio Sondermann, para que possamos encontrar a melhor solução para a curva do Café. Com todos os lados na história envolvidos, podemos chegar a uma definição melhor e mais justa, sempre pensando no lado da segurança e sem prejudicar a continuidade das competíções locais".

As duas soluções apresentadas pela SPTuris foram a criação de uma longa área de escape, derrubando alguns lances de arquibancadas, ou a criação de uma curva ou chicane na parte exterior, diminuindo bastante a velocidade no local. Isso, é claro, sem precisar fechar o autódromo, o que não atrapalharia o calendário das competições durante a temporada.

"A única exigência da FIA é que a alteração não influencie no traçado atual da pista de Interlagos. A Fórmula 1 continuará fazendo a curva do Café como ela é hoje", disse Everaldo Júnior, Diretor de Eventos da SPTuris e do Autódromo de Interlagos. O cronograma do projeto contempla a licitação da reforma deste setor do traçado e do paddock ainda em 2012, para que sejam entregues até 90 dias antes do GP de F-1 de 2013.

Fonte:Dinho Leme

sábado, maio 05, 2012

Stock Car: entenda como "push-to-pass" é usado na classificação e na corrida


 Metodologia diferenciada de utilização do sistema gera nova forma de estratégia nas etapas, após banimento de reabastecimento e troca de pneus

Instituído em 2011 como uma alternativa para aumentar a quantidade de ultrapassagens e trazer mais emoção às corridas da Copa Caixa Stock Car, o "push-to-pass", injeção de força extra que acrescenta cerca de 100 cavalos de potência a mais no motor e ativado por meio de um botão no volante, logo de cara se transformou em um sucesso, aumentando vertiginosamente as disputas e ganhando aprovação unânime não só do grid, como do público em geral.

Para o segundo ano de utilização do sistema, a categoria passou a permitir o uso do popularmente chamado botão de ultrapassagem também na classificação, o que gerou uma forma de estratégia para o fim de semana, uma vez que a troca de pneus e o reabastecimento foram banidos do regulamento. Tudo isso por conta do método de uso do "push", que varia de classificação para a corrida, justamente para a não banalização do dispositivo: quem quiser ganhar potência extra na tomada de tempos terá de sacrificar a quantidade de acionamentos para a corrida. Além disso, a duração do sistema é bem mais limitada na tomada de tempos, o que obriga os pilotos a pensarem bem antes de usar e não cometerem erros.

Para a prova deste fim de semana no Velopark, a Comissão Técnica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), instituiu o número de 20 ativações para a corrida. Esta quantidade varia de pista para pista, de acordo com as características de cada traçado. Cada uma dessas ativações tem a duração de 15 segundos. Caso o piloto opte em usar o "push-to-pass" na tomada de tempos, o número de ativações na corrida é automaticamente diminuído pela metade e o competidor passa a ter dez acionamentos disponíveis na classificação, com a duração de cada um sendo de apenas 20% em relação à corrida, de apenas três segundos. Em ambos os casos, o intervalo entre uma ativação e outra é de 80 segundos (1min20s) e a injeção de potência acontece cinco segundos após o pressionamento do botão.

"O que pesa mais na decisão é o seguinte: mesmo não usando todas as ativações permitidas na classificação, a quantidade que sobra não é incorporada de volta. Enquanto ganhamos uma força extra, a gente perde automaticamente metade dos acionamentos, usando todos ou não", afirma Ricardo Zonta, ex-piloto de Fórmula 1, que integra o Linea Sucralose Racing Team e foi o décimo colocado nos treinos livres desta sexta. "É o caso de pesar se vale a pena ganhar uns décimos a mais no tempo de volta, mas perder décimos importantes na corrida. Botando na balança, é complicado decidir, pois o 'push' nos permite evoluir na corrida, por conta de sua duração", completa Popó Bueno, seu companheiro de equipe, 15º.

De acordo com o regulamento, todas as equipes e carros devem obrigatoriamente informar até as 17h (de Brasília) da sexta-feira para a Comissão Técnica da CBA se utilizarão ou não o sistema no treino. A terceira etapa da Copa Caixa Stock Car está marcada para as 9h30 do domingo, com transmissão ao vivo da Rede Globo.

Fonte:
MS2
Glauce Schütz