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quinta-feira, maio 01, 2014

Ayrton Senna: Depoimento de Helio Castroneves


Na Eternidade

Por Helio Castroneves – Há 20 anos o automobilismo perdia um tricampeão mundial de Fórmula 1 de maneira muito trágica, mas para a geração de pilotos da qual eu faço parte, o falecimento do Ayrton Senna representou algo muito maior do que a inexorável certeza de que, um dia, todos nós daqui partiremos. Ayrton não era somente um grande, fenomenal piloto. Ele meio que carregava nas costas a responsabilidade de ser o grande exemplo para jovens no mundo todo que se inspiravam nele em busca do sonho de sucesso no automobilismo.
O Brasil, na verdade, foi agraciado com gigantes do automobilismo que nasceram muito próximos uns dos outros. Que outro país no cenário da Fórmula 1 conseguiu quase que na seqüência ter três campeões mundiais? Os anos 70 foram marcados pelos títulos de Emerson Fittipaldi e logo em seguida foi a vez do Nelson Piquet. Claro que todos nós tínhamos também esses dois grandes campeões como referências, mas o fato de o Ayrton ser o mais novo deles acabou coincidindo com a minha geração.
Quando eu nasci, em 1975, o Emerson já era bicampeão mundial. Em 1987, quando ganhei meu primeiro kart e comecei a treinar, o Nelson estava conquistando o seu terceiro título mundial. Mas eu já estava competindo para valer quando o Ayrton foi campeão em 1988. No ano do bi – 1990 – eu já era piloto graduado de kart e no seguinte, quando ele faturou o tricampeonato, estava me despedindo do kart para começar no ano seguinte minha carreira nos monopostos.
Nunca vou esquecer o dia em que fui correr na fazenda do Ayrton em Tatuí, interior de São Paulo. Isso foi em 1990. Ele havia construído uma pista de kart e convidou alguns pilotos do tempo dele e a molecada que corria naquela época, Foi demais e, confesso a vocês, foi algo que me marcou profundamente. Imaginem vocês como foi aquilo para um garoto com seus 15 anos, ter a oportunidade de se encontrar com o ídolo e disputar uma corrida com ele? Gente, isso vai ficar no meu coração para sempre.
Quando o Ayrton morreu, eu já era piloto de Fórmula 3 e foi um choque. Algumas pessoas chegaram a sugerir que eu não continuasse com a minha carreira, que procurasse algo sem os perigos do automobilismo. Mas como os exemplos do Ayrton sempre calaram muito fortes no meu coração e na minha mente, também foram valiosos para seguir em frente. Ele marcou sua carreira pela dedicação, coragem de enfrentar todos os obstáculos e força de vontade para seguir em frente.
Deus quis que o Ayrton fosse para junto Dele mais cedo. São essas coisas que a gente não entende, mas como disse no meu livro, Deus tem sempre um plano. E o que ficou para mim foi um modelo de profissional, de piloto, de ser humano. Então, posso dizer que o Ayrton está no coração de cada piloto das diversas gerações que o tiveram e o têm como referência. E essa referência é tão forte que é como se ele estivesse vivo. Pode não estar vivo na forma que nós conhecemos, mas sem dúvida está vivo na Eternidade.
Fonte:
Americo Teixeira Junior

sexta-feira, abril 25, 2014

Bruno Senna lembra os 20 anos sem o tio tricampeão



Como era o melhor piloto da Fórmula 1 na visão do sobrinho

 Os 20 anos da morte de Ayrton Senna, no trágico fim de semana do GP de Ímola de 1994, estão sendo lembrados em todo o mundo. Personagem obrigatório das reportagens da mídia internacional e brasileira que recordam as duas décadas sem o melhor piloto da história da Fórmula 1, Bruno Senna - sobrinho do tricampeão mundial - comenta diversos temas relacionados ao tio. E relata sua visão sobre um nome que surpreende por se manter cada vez mais marcante na memória de todos apesar da passagem do tempo desde aquele fatídico 1º de maio.

As primeiras memórias - "São da época em que ele regressava ao Brasil ao final da temporada. Ele sempre trazia brinquedos incríveis para mim e minhas irmãs, principalmente do Japão. Lembro que ganhei vários carrinhos rádio-controlados com os quais eu começava a brincar imediatamente."

Ayrton fora das pistas - "Ele era um cara relaxado, bem do tipo família. Sempre procurava ajudar os outros e aproveitar bem esse período de descanso ao fim do campeonato. Aproveitava também para dormir bastante e zoar com os convidados que apareciam em casa em Angra dos Reis, enchendo o prato deles de pimenta quando não estavam olhando. Gostava ainda de empurrar as pessoas na piscina ou no mar, principalmente se elas tinham acabado de tomar banho."

Onde estava no dia do acidente - "Estava em casa com a família. Claro que ficou tudo muito confuso. As informações não eram muito precisas e o estresse foi muito grande até que sua morte fosse confirmada. Depois disso, tivemos um pouco de tempo para aceitar a perda, mas felizmente somos uma família unida e centrada, e todos puderam se apoiar naquele momento difícil."

A famosa frase: "Se acham que sou rápido, esperem até ver meu sobrinho." - "Significa basicamente que ele achava que eu tinha habilidade para encará-lo nas corridinhas de kart na fazenda. Ter sucesso no automobilismo vai muito além de ser veloz, mas depende de ter a cabeça boa e estar no lugar certo e na hora certa."

A pressão do nome - "O nome Senna sempre foi motivo de orgulho para mim, mas também fator de pressão extra. Mas é claro que me ajudou muito a conquistar apoios no início da minha carreira."

O legado - "O legado do Ayrton é muito abrangente. Vem, acredito, da forma como conseguia tocar os mais diversos tipos de pessoas com aquilo que representava. Existe o aspecto mais básico, que é o do piloto e das suas incríveis façanhas nas pistas. Todos os fãs de corrida tem essa nostalgia e as memórias inesquecíveis de disputas por posição, grandes corridas na chuva, além, é claro, das classificações. Para outras pessoas, o grande legado está voltado à sua personalidade fora das pistas. Alguém que era tão bem-sucedido e amado no esporte, mas conseguiu transcender o esporte e se tornar um exemplo de princípios de vida. Características como determinação, obstinação, perfeccionismo, senso de justiça e patriotismo fizeram do Ayrton alguém muito diferenciado num esporte onde a política sempre reinou. Ainda nas pistas, as medidas de segurança nos carros e nos autódromos foram reforçadas, a tal ponto que ninguém mais morreu numa corrida de Fórmula 1. Mas, na minha opinião, seu maior legado é o Instituto Ayrton Senna, fundado pela minha mãe, Viviane, para levar adiante um grande sonho do Ayrton: dar oportunidade às crianças e jovens preencherem seus potenciais e atingirem sucesso na vida. Ate hoje, mais de 10 milhões de crianças e jovens passaram pelos diversos programas educacionais do Instituto por todo o Brasil. Mesmo aqueles que nunca chegaram a ver o Ayrton correndo o conhecem e foram tocados por ele de alguma forma."

Uma curiosidade - "Parece que todos têm uma história diferente sobre o Ayrton, mas a minha favorita é uma que ouvi do Nigel Mansell. Ele me disse que, quando venceu o campeonato de 1992 e estava saboreando a conquista no pódio, o Ayrton, que estava ao seu lado, disse para ele: ""Tá curtindo, né? Por que você acha que me esforço tanto?"

Fonte:
Márcio Fonseca (MTb 14.457)

terça-feira, março 15, 2011

Com sol e chuva, Pirelli conclui o período de testes para temporada 2011 da F1

 A empreitada de testes levou a Pirelli a Monza, Valência, Jerez, Le Castellet, Bahrein e Abu Dhabi, abrangendo cerca de 100.000 quilômetros - o equivalente a mais de 300 Grand Prix - em cinco países.

- Da distância total, 18.000 km foram conduzidos em testes privados com um Toyota TF109 adaptado para simular os regulamentos da temporada 2011 da Fórmula 1, com Nick Heidfeld, Romain Grosjean e Pedro de la Rosa ao volante. O restante da distância foi acumulada durante os 15 dias de testes oficiais realizados pelas equipes na preparação para a temporada 2011.

- Entre as equipes que rodaram mais quilômetros, a Ferrari lidera o ranking de pré-temporada com 5.244 km de distância percorrida no decorrer dos 15 dias, seguida por Mercedes (4.483), a Red Bull (4.407), Sauber (4.099), Williams (3.894), McLaren (3.844), Force India (3.745), Toro Rosso (3.737), Lotus Renault (3.700), Virgin (3.361), Lotus (2.403) e TRH (1.949).

- Quanto aos pilotos, Fernando Alonso percorreu a maior distância com os pneus Pirelli, um total de 2.826 km, à frente de Michael Schumacher (2.474), Felipe Massa (2.417), Mark Webber (2.373), Rubens Barrichello (2.198) e Sergio Perez (2.129).

- Os pilotos que percorreram menos  distância são Vitantonio Liuzzi, com 326 km, Jarno Trulli (1.028), Nick Heidfeld (1.140) e Heikki Kovalainen (1.182).

- "Sem dúvida foram cinco dias muito interessantes, nos quais experimentamos uma enorme variedade de condições meteorológicas. Tivemos uma breve janela de condições ideais no período da tarde durante a semana, quando as temperaturas foram finalmente suficientemente altas para os nossos compostos duros e macios entrarem em sua faixa de funcionamento ideal. Isso permitiu que algumas equipes realizassem simulações de corrida, o que revelou alguns dados interessantes. Então, no sábado, tivemos um dilúvio e as condições estavam realmente muito ruins para as quatro equipes presentes, para aprender algo significativo. O que vimos ao longo do teste, especialmente durante as simulações de corrida, foi uma grande variedade de estratégias, o que promete uma temporada emocionante. Durante o teste anterior, em Barcelona, nós calculamos durante as simulações de corrida que houve 54 oportunidades de ultrapassagem em potencial - e isso sem todos os carros na pista. A Austrália será muito diferente de Barcelona, mas agora nós estamos apenas na expectativa antes do início”, disse Paul Hembery, diretor de Motorsports da Pirelli.

Fonte: FSB

quarta-feira, novembro 03, 2010

Fórmula 1 : Lucas Di Grassi sorteia capacete que será usado no GP do Brasil

 

Lucas Di Grassi_CapaceteÀs vésperas de disputar seu primeiro Grande Prêmio do Brasil como piloto de Fórmula 1,Lucas Di Grassi (Bombril, Sorocred, Locaweb, Eurobike, Schioppa) preparou uma surpresa para os fãs. Ele disputará a 18ª e penúltima etapa do Campeonato Mundial, neste final de semana no Autódromo de Interlagos, com uma pintura de capacete especialmente preparada para a ocasião.
Mas a surpresa, de fato, será o sorteio de uma réplica do modelo, em tamanho real, pela rede de microblogs Twitter.
Para participar, o internauta deve seguir o perfil oficial do piloto (@LucasDiGrassi) e responder à pergunta : “Contando com a edição deste ano, quantos pilotos brasileiros já disputaram o GP do Brasil de Fórmula 1?”.
promoção é válida para quem segue o perfil do piloto brasileiro no Twitter. A linha da resposta deve conter o indicador do perfil de Lucas (@LucasDiGrassi) e a resposta deve ser seguida da hashtag #PromoGpBrasil.
As respostas corretas serão selecionadas e o vencedor sairá do sorteio entre elas após o Grande Prêmio do Brasil, que acontece neste domingo (7).
Fonte: ReUnion

sexta-feira, outubro 23, 2009

Jean Todt é o novo presidente da FIA


O francês Jean Todt, 63 anos, obteve uma vitória tranqüila na Assembléia Geral da FIA, nesta sexta-feira, em Paris, e conquistou a presidência da entidade. Todt teve 135 votos contra 49 dados ao ex-piloto de rali Ari Vatanen, além de 12 abstenções e votos nulos. Todt contou com o apoio do presidente anterior, Max Mosley, e de Bernie Ecclestone, presidente da FOM. E agradeceu, por carta, à participação de Pelé em sua eleição.

Segundo Todt revelou após a votação, o suporte de Pelé foi decisivo para reverter os votos de algumas federações. Além de Pelé, Todt também reconheceu a importância de sua mulher, a atriz malaia Michelle Yeoh, que trabalhou muito na campanha.

A Associação Automobilística do Brasil esteve representada na assembléia pelo presidente Alceu Vasone e o vice Tamas Rohonyi, promotor do GP Brasil de Fórmula 1. A AAB votou em Todt e, embora o Brasil continue sem representante na área desportiva internacional, Tamas disse que sua gestão deverá ser positiva para o automobilismo brasileiro:

“Todt assim como seu filho Nicolas, empresário de Felipe Massa, sempre tiveram ótima relação com os pilotos brasileiros assim como com os promotores do GP Brasil. Dessa forma teremos portas abertas na FIA”, justificou o dirigente.

“Todt é um homem da Fórmula 1. Ele entende como ninguém nossas dificuldades. Para nós será ótimo”, acrescenta Claudia Ito, diretora-executiva do GP Brasil de Fórmula 1.

A única representante brasileira nos diversos comitês da FIA continuará sendo Fabiana Flosi que, graças ao bom trabalho desenvolvido na gestão Mosley, permanecerá na comissão de recordes.

Max Mosley deixa a FIA depois de um mandato de 16 anos cuja preocupação principal foi tornar a Fórmula 1 mais equilibrada, segura e competitiva e também com a segurança no trânsito e o desenvolvimento de veículos ecologicamente corretos. A campanha ‘Make Cars Green’ atinge hoje todos os continentes. No Brasil, a AAB é quem promove essa iniciativa da Federação Internacional de Automobilismo. O novo presidente Jean Todt manterá todos os projetos como prometeu durante os meses de campanha política junto a dirigentes internacionais dos cinco continentes.

Todt tem um inquestionável currículo no automobilismo internacional com destaque para o rali onde desenvolveu e comandou a equipe da Peugeot Talbot Sport, campeã mundial em 1985 e 1986. Depois, a partir de 1993 na Ferrari onde, com Michael Schumacher, venceu cinco mundiais entre 2000 e 2004.

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Marilia Frias - Assessora de Imprensa do GP Brasil de F1

sexta-feira, outubro 09, 2009

"Correr pela Renault seria um sonho", diz Di Grassi

Mas brasileiro informa que não há contato ou confirmação oficial, apesar das notícias que correram o mundo nesta quinta-feira (8)

O site da revista alemã "Auto, Motor und Sport" publicou nesta semana uma reportagem sobre a possibilidade de o brasileiro Lucas Di Grassi (Eurobike/Schioppa) assumir o cargo de segundo piloto da equipe Renault de Fórmula 1 já no GP do Brasil, que acontece no dia 18 em Interlagos. Lucas disputaria a penúltima etapa da temporada 2009, segundo o periódico, no lugar do francês Romain Grosjean. Como a publicação é referência no segmento, a nota foi reproduzida por diversas páginas da internet em todo o mundo.

Di Grassi afirmou que disputar um Grande Prêmio de Fórmula 1, ainda mais em sua terra natal, lhe encheria de orgulho. "Seria uma honra defender a equipe Renault de F1 em Interlagos. Tenho trabalhado duro para que isso aconteça o mais rápido possível, no entanto, não posso confirmar nada. Não houve um contato oficial da equipe sobre isso. Acredite, esse é o telefonema mais aguardado da minha vida", declarou o piloto, terceiro colocado na GP2 este ano e piloto reserva da equipe Renault de F1. Hoje, Di Grassi se deslocou de Londres (Inglaterra), onde reside, para Bucareste (Romênia), onde realizará uma exibição com o carro da equipe de F1.

O brasileiro é contratado da fabricante francesa desde 2004, quando entrou para o seu programa de desenvolvimento de pilotos (sigla RDD, em inglês). À época, Lucas ainda disputava o Campeonato Britânico de Fórmula 3. A partir daí, a Renault investiu na carreira de Di Grassi, levando-o ao Campeonato Europeu de Fórmula 3, à vitória no prestigiado Grande Prêmio de Macau de F3 (uma espécie de mundial da categoria), e posteriormente à GP2, onde foi vice-campeão e duas vezes o terceiro colocado do campeonato que é a porta de entrada para a Fórmula 1.

Confira o site do piloto Lucas Di Grassi: www.lucasdigrassi.com.br

ReUnion Press

sábado, dezembro 20, 2008

Glock ainda se assusta com repercussão do GP do Brasil


Fonte:Portal Terra

RIO DE JANEIRO - Um dos principais personagens da decisão da temporada, no Grande Prêmio do Brasil, em novembro, o alemão Timo Glock, da Toyota, afirmou nesta sexta-feira que não teve culpa pelo título ter ficado com o inglês Lewis Hamilton, da McLaren, e não com o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari.


– No fim, acho que foi bom em termos de estratégia da equipe porque ganhamos a posição do Kovalainen. Isso é automobilismo. O lado positivo é que foi uma megacorrida e todos gostaram – disse o piloto, em entrevista à Jovem Pan.



Glock lembrou que, por ter permanecido com pneu de pista seca quando começou a chover em Interlagos, não teve como segurar posição e acabou ultrapassado por Sebastian Vettel, Robert Kubica (que era retardatário) e Hamilton.



– Quando retornei, não sabia de nada, apenas que ele (Hamilton) era campeão. Fui lá, cumprimentei e vi muitas equipes de TV na minha direção. Foi lá que percebi que tinha decidido o campeonato – comentou.
Massa, mesmo ficando apenas com o vice-campeonato, endossou a opinião do alemão, ao dizer que ele era a única esperança de vitória, já que arriscou a não trocar os pneus.



– Porém seus pneus perderam temperatura, molhou de vez. Ele não teve culpa. As pessoas têm que entender que o campeonato é feito de 18 corridas.



Ainda assim, Glock lamentou a reação dos torcedores após a corrida, inclusive na própria Alemanha. Entre outras mensagens que recebeu, assegurou o alemão, havia ameaças de que seria descoberta a residência de sua família, além de recados racistas.



– A página do meu fã-clube recebeu 500 mensagens e 90% eram negativas, como quanto dinheiro ganhei para deixar Hamilton ser campeão – disse o piloto.

sexta-feira, outubro 17, 2008



Lewis Hamilton "defende-se" de acusações de arrogância

"Alcançar uma pequena parte do que o Senna conseguiu seria um sonho para mim"

Lewis Hamilton divide opiniões como nenhum outro piloto na história recente da Fórmula 1. Os seus detractores acusam-no de ser arrogante, enquanto muitos adeptos comparam os seus inegáveis dotes de condução a Ayrton Senna e Michael Schumacher.

Nos últimos tempos, surgiu na internet uma declaração que foi atribuída ao piloto inglês, e como vem sendo habitual nos tempos que correm, as notícias depressa se espalharam, de tal forma que Hamilton se viu obrigado recolocar tudo no contexto certo no seu website oficial. Fique com essas declarações:

Nos últimos tempos surgiu na internet uma história que referia teres dito que sentias eras melhor agora do que o Ayrton Senna foi no início da carreira dele na F1?

"Nunca disse que era melhor que qualquer outro piloto, muito menos do Senna, porque é o meu piloto favorito. Penso que ele é o melhor piloto que existiu e ainda hoje acredito que em condições normais ninguém o batia. Se eu conseguisse alcançar uma pequena parte do que ele alcançou, seria um sonho para mim."

O que pode dizer a quem te acusa de ser ultra-confiante e arrogante?

"Nunca diria que sou melhor que outro, mas sou um piloto de Fórmula 1 e todos nós sentimos que temos de acreditar em nós próprios de modo a chegar onde queremos. Temos de acreditar que conseguimos, de modo a consegui-lo mesmo, tanto nas corridas como na vida. Olho para os outros pilotos e quero batê-los mas nunca direi "sou melhor que tu". Estes rapazes são os melhores e para ser ainda melhor há que batê-los. É a forma como os pilotos de corridas vêem as coisas."

É difícil lidar com todo este escrutínio, particularmente nesta fase crítica do campeonato?

"De certeza que sim, e não é fácil tomar sempre boas decisões e fazer o que é correcto. Quando se é escrutinado desta forma, torna-se ainda pior. Recentemente, foram-me atribuídas várias declarações que foram mal interpretadas ou retiradas do contexto, pelo que as pessoas ficam com uma sensação diferente daquela que pretendi explanar."

"Sou "só" humano! E todas as pessoas cometem erros de vez em quando. A comunicação é muito importante na vida e algumas coisas que disse não o foram com intenção de magoar pessoas. Não sinto que tenha melindrado alguém. Para além de que a minha família se certificaria que não o fizesse.

O teu estatuto de celebridade torna tudo mais difícil de controlar?

"Sinto que tenho essa área da minha vida sobre controlo. Não me vejo como uma celebridade, sinto-me a mesma pessoa que era antes de chegar à Fórmula 1, somente, talvez mais ponderado. Claro que agora tenho bastante mais olhos sobre mim pelo que há que ter muito cuidado com o que digo ou com o que faço. Não é fácil viver como fazia antigamente, mas por vezes isso ainda sucede dessa forma. Há amigos em quem se pode confiar."

Gostava de voltar a viver uma vida normal?

"De certeza! Há alturas em que gostava de voltar atrás e reviver as experiências do karting, da Fórmula Renault até aos meus primeiros treinos livres da F1..."

Depois de um fim-de-semana difícil no Japão, como vais encarar as duas corridas finais do Mundial de F1 de 2008?

"No ano passado a Ferrari esteve muito forte na China e no Brasil, mas este ano estou convicto que nos aproximámos muitos em circuitos em que a Ferrari era tradicionalmente rápida. Contudo, eles também fizeram o mesmo em circuitos onde fomos mais fortes. De qualquer modo, estou muito optimista sobre o futuro. Penso que seremos fortes na China e o mesmo se aplica no Brasil. Espero que os adeptos possam assistir a duas das mais equilibradas corridas da época."

Fonte: Site official de Lewis Hamilton

domingo, outubro 12, 2008

Carro da Fórmula 1 invade Brasília e leva 85 mil pessoas para as ruas da cidade

Pilotos da RBR radicalizam em torno do Eixo Monumental da capital do país

F-1 passa voando pelo Congresso Nacional Yuri Alencar, de 10 anos, jamais poderia imaginar que aquele carro veloz da TV um dia estaria a apenas três metros dele. Tão perto que, segundo o menino, mal deu para acompanhar com os olhos. Na manhã deste sábado, Yuri e outras 85 mil pessoas pararam para acompanhar um evento inédito, quando um carro de F-1 e dois da Stock Car deram um show pelas ruas do Eixo Monumental de Brasília, a quase 270km/h.
O habitual cenário da política do país desta vez foi tomado pelas manobras e pelo som dos motores da F-1 e da Stock. Os pilotos da RBR deram um show em frente aos famosos monumentos da capital do país, como a Catedral de Brasília, o Congresso Nacional, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto.

Encantado com a simpatia do povo brasileiro, ele quis retribuir o carinho e não economizou nas manobras. Além do canadense, dois pilotos da Stock, Daniel Serra e Hoover Orsi, também se apresentaram para o público brasiliense.

- Foi fantástico. Poder sentir essa energia das pessoas, ver a reação delas, foi uma experiência sensacional – afirmou o piloto canadense, que também elogiou o percurso da exibição.

O bancário Iran Robertson, de 49 anos, acredita que o cenário escolhido foi perfeito. Amante do automobilismo, ele afirma que o percurso de 3,5km do Eixo Monumental poderia ser palco de outros eventos esportivos.
- Aqui daria um circuito muito legal, porque as pistas são largas, retas e até por causa dos monumentos mesmo – comenta Iran, que fez questão de levar uma filmadora para registrar o evento.

fonte: GloboEsporte

domingo, outubro 05, 2008

IVECO IRISBUS ENTREGA NOVO MOTORHOME PARA SCUDERIA FERRARI
Um novo Iveco Irisbus motorhome Domino HDH foi apresentado para a equipe da Scuderia Ferrari de Fórmula 1 na pista de corrida de Fiorano, ontem, dia 2, em presença de Stefano Domenicali, diretor da Ferrari, Marco Monticelli, vice presidente de relações externas e comunicação da Iveco, Luca Badoer, piloto de teste oficial da Ferrari e Enrico Vassallo, diretor geral da Irisbus Itália.

O novo motorhome Domino HDH de 450 cv, com motor Cursor 10, versão luxo, levará a equipe de testes da Ferrari na Fórmula 1 às pistas de corrida do Campeonato Mundial. Ele será utilizado principalmente como área de hospitalidade para motoristas e equipe. 

Com o novo Domino HDH a Iveco Irisbus consolida sua parceria com a Scuderia Ferrari - a quem a montadora já entregou um motorhome em 2002 e um minibus Proxys em 2006 - e reforça sua posição como fornecedora de veículos personalizados para equipes de esportes. Recentemente a Iveco Irisbus projetou e produziu um motorhome para a equipe Líquigas Cycling e ônibus para as equipes de futebol Torino, Juventus e Chievo Verona.

Interior desenhado para atender às necessidades da equipe

O motorhome Domino HDH, equipado com motor Cursor 10 de 450 cv e transmissão eletrônica, com cores e logos alusivos à Scuderia Ferrari, teve seu interior totalmente desenhado para atender às necessidades da equipe Ferrari. Três quartos internos foram criados com instalações para computador TV, DVD e LCD que estão conectados a um receptor de TV satélite. Para ganhar espaço as portas instaladas são de correr. Há ainda armários, prateleiras, banheiro completo com banheira na cor vermelha, área de repouso com cadeiras de descanso e camas reclináveis. Nas paredes do ônibus foi embutido madeira e a mobília escolhida é toda no tom vermelho. Na área de bagagem estão abrigados o gerador elétrico, a planta de condicionamento de ar e o calefator de água elétrico. No teto h&aacute ; luzes, ventiladores e abertura para compartimento da antena satélite e para um grande toldo capaz de acomodar até 50 convidados.
Iveco

A Iveco projeta, produz e vende uma ampla gama de caminhões leves, médios e pesados, ônibus, veículos comerciais para aplicações militares, fora de estrada, bombeiros etc. A Iveco emprega mais de 26.000 pessoas e possui 27 fábricas em 16 países do mundo, além de 5 centros de pesquisa e desenvolvimento. A empresa atua com cerca de 4.600 concessionários e pontos de serviço em mais de 100 países da Europa, América Latina, Ásia, África e Oceania, garantindo suporte técnico ao cliente onde quer que um produto Iveco esteja em serviço.


MM EDITORIAL
Marta de Souza
Fernanda Chiossi

segunda-feira, agosto 18, 2008

Nelsinho Piquet encara circuito de rua em Valência
Após o recesso da Fórmula 1, piloto volta motivado para manter bons resultados no restante da temporada

Nelsinho Piquet encara, no próximo domingo, uma difícil tarefa em sua temporada de estréia na Fórmula 1. Pela primeira vez, o Grande Prêmio da Europa será realizado em um circuito construído nas ruas da cidade espanhola de Valência, o que constituirá um desafio extra para todos os pilotos e equipes. Após descansar alguns dias no Brasil, durante o recesso da categoria, Nelsinho chega motivado para a prova. "Espero ter novamente um fim de semana consistente", afirma o piloto, que conquistou um segundo e um sexto lugares nas duas últimas corridas do campeonato.

O objetivo, ressalta o piloto, é tentar mais uma vez marcar pontos. "Trabalhei duro com a equipe para chegar a essa prova da melhor maneira possível. Preciso começar com um bom dia de prática, na sexta, para aprender o máximo em cada volta e pegar rapidamente a mão da pista. Depois, a meta é classificar entre os dez primeiros e manter um bom ritmo durante a prova para, se possível, pontuar", destaca Nelsinho. "Após o recesso, estou descansado e motivado para terminar bem não só esta corrida, mas também a temporada", acrescenta.

Para Nelsinho, a corrida será desafiadora para todos os participantes. "Esta temporada eu corri em diversos circuitos que eram novos para mim, mas a diferença agora é que todos os pilotos estarão na mesma situação, todos terão de aprender as características da pista. Será curioso ver quem conseguirá ficar confortável mais rapidamente", avalia Nelsinho. "Por ser um circuito de rua, a prova será certamente complicada, mas também muito interessante em diversos aspectos", completa.

Programação do GP da Europa de Fórmula 1
Sexta-feira, 22 de agosto
5h - Treino livre 01
9h - Treino livre 02

Sábado, 23 de agosto
6h - Treino livre 03
9h - Treino classificatório

Domingo, 24 de agosto
9h - GP da Europa


Alessandro Mendes

domingo, agosto 17, 2008

Fittipaldi e Megacycle comunicam sociedade para empresa de eventos
Salão da Motocicleta será a primeira feira organizada pela nova companhia, a FM7 Eventos

O bicampeão de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi e Alberto Pellegrini, diretor da Megacycle - empresa que há 15 anos realiza feiras no segmento automobilístico, oficializaram sociedade em evento realizado em São Paulo para a criação da primeira edição do Salão da Motocicleta. O encontro, que aconteceu na concessionária Harley-Davidson, contou com a presença de 25 representantes de montadoras e imprensa.

Alberto Pellegrini abriu o coquetel anunciando, em primeira mão, a criação da empresa FM7 Eventos. Foi divulgado também o primeiro grande evento da companhia, o Salão da Motocicleta, que acontecerá entre os dias 21 a 26 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo (SP). Pellegrini destacou a excelente estrutura do centro de eventos, que contará com 70.000 m2 de área de exposição e 12.000 vagas de estacionamento. O diretor da Megacycle afirmou ainda que o número de eventos deve crescer com a consolidação da sociedade. O Salão da Motocicleta receberá 200 empresas e conta com investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões.
Emerson Fittipaldi também esteve presente e citou a importância da sociedade com a Megacycle e da promoção de eventos, como o Salão da Motocicleta, que trará um grande número de negócios para o setor. Fittipaldi revelou ainda sua paixão por motocicletas. Em sua adolescência, o piloto participou de corridas de motos, mas teve que abandoná-las após a reprovação de sua mãe, que chegou a lhe dar uma “surra” de vassoura. Apesar de ter deixado as corridas de motocicletas, a paixão pelas duas rodas persiste até hoje.

Durante o coquetel, foi exibido um filme com os melhores momentos da carreira do campeão, além de depoimentos de pilotos internacionais como Bobby Rahal, Mario Andretti, Danny Sullivan e Christian Fittipaldi.


Graziela Voltarelli
Débora Cezarino
Printer Press Assessoria de Comunicação