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terça-feira, janeiro 19, 2010

Entrevista com o piloto Carlos Sainz, vencedor do Rally Dakar 2010

Foi a concretização de um sonho alimentado há muito tempo: O piloto da equipe Volkswagen MotorSport, Carlos Sainz, venceu o Rally Dakar 2010, realizado na Argentina e Chile. No teste mais duro a que já se submeteu no automobilismo internacional, o carismático espanhol comemorou, juntamente com seu compatriota Lucas Cruz, sua primeira vitória no Dakar, que foi também a primeira de seu país na competição.

A seguir, uma entrevista com o campeão do Dakar 2010, apelidado no meio de "El Matador”, numa referência aos toureiros de seu país natal. Ele fala sobre sua grande vitória, seu futuro e sobre seu filho, Carlos Jr., que está começando a pilotar.

Qual foi a vitória mais importante de sua carreira no automobilismo?

Carlos Sainz: “Não é muito fácil responder. Eu ganhei dois campeonatos mundiais de rali e, agora, o Dakar. Em tese, os dois são similares mas, ao mesmo tempo, completamente diferentes. Ambos são difíceis de vencer. Uma coisa é certa: o Rally Dakar é uma grande competição, de enorme importância no mundo esportivo. Tê-la vencido me deixa extremamente orgulhoso, principalmente por ter ganhado à minha maneira, da forma como eu entendo este esporte.”

Quanta experiência é necessária para vencer o Dakar?

“Antes de tudo, você tem que ter um carro capaz de vencer. Foi o que eu tive este ano, com o Race Touareg, assim como no ano passado. Infelizmente, em 2009 alguns fatos acabaram impedindo nossa vitória. Este ano, fizemos nosso trabalho. Quando eu comecei a participar de rali cross country, em 2005, tive que aprender a guiar rápido sem cometer erros na areia do deserto. O fato de não ter atolado na areia em 2009 nem em 2010 durante o Dakar mostra que eu domino essa técnica. Nisso, a experiência conta bastante.”

Quanta paciência é preciso ter para vencer no Dakar?

“Quando mudei para este tipo de competição, tive que me esforçar para manter a paciência. Essa é uma das grandes diferenças entre o cross country e os ralis de velocidade. Você tem que ser paciente o rali inteiro, durante os trechos especiais, até mesmo no acampamento. No Dakar, especialmente, não é possível contar apenas com a sorte - o esporte é complexo demais para isso. Isso é uma coisa que a cada ano eu entendo melhor."

Parece que este ano você adotou a tática de não procurar vencer todos os trechos. Isso fez com que não largasse tão bem no dia seguinte, o que pode ser até uma desvantagem. Foi uma atitude puramente racional?

“É possível que eu tenha dado a impressão de não estar tão focado em vencer a cada dia da prova. Mas, para ser honesto, nunca deixei de dar tudo de mim, a não ser naquele momento de azar, em que o pneu furou e tive que enfrentar a poeira. Na segunda semana, a impressão era correta: já na liderança, passamos a prestar mais atenção em cuidar do equipamento, apesar de meu companheiro de equipe, Nasser Al-Attyiah, chegar mais e mais perto, assumindo riscos maiores. De qualquer forma, o diretor da Volkswagen Motorsport, Kris Nissen, nos orientou taticamente, o tempo todo."
Até agora, você e seu novo navegador, Lucas Cruz, têm sido imbatíveis. Qual é o segredo?

“As coisas funcionaram desde o princípio de nossa parceria e vencemos os ralis do Brasil (Rallye dos Sertões) e do Oriente. Temos um relacionamento muito bom e Lucas faz um trabalho excelente. Do ponto de vista estratégico, cada uma de nossas vitórias foi muito bem construída. Eu acho que, levando em conta esses resultados, fizemos nosso trabalho muito bem.”

Como você descreve seu relacionamento com Lucas Cruz, dentro e fora do carro?

“Antes de tudo, Lucas é um navegador e copiloto de primeira classe. Além disso, ele é um cara tranquilo, que está sempre descontraído. Ele me complementa perfeitamente. É altamente profissional e leva seu trabalho muito a sério.” O Dakar também é uma competição entre equipes.

O quanto você considera importante ter um bom time à sua retaguarda?

“Há pouco eu disse que, a menos que você tenha um carro capaz de vencer, é impossível ganhar no Dakar. Para mim, isso também inclui a equipe que prepara o carro. Precisa ser um time realmente vencedor. Ser parte de uma equipe fabulosa, como a Volkswagen, me deixa orgulhoso. A equipe tem evoluído constantemente desde que eu fui contratado, cinco anos atrás. Cada pessoa do time sabe exatamente o que tem que fazer e todos são extremamente profissionais no que fazem. Mesmo nos ralis menos importantes, todos estão concentrados em vencer. O resultado é este “um-dois-três” no Dakar, para o qual a equipe tanto trabalhou e que mereceu alcançar.”

Como você se mantém motivado como piloto?

“Eu sempre digo a mim mesmo: Você tem que vencer pelos seus companheiros. Vencer é a melhor motivação. A equipe é completamente voltada e dedicada para vencer e você só consegue recompensar essa incrível performance dando o máximo de si o tempo todo. É fantástico poder retribuir desta forma a dedicação dos meus mecânicos, meu engenheiro, Gerard Zyzik, e a equipe de coordenação que trabalha com o diretor da Volkswagen Motorsport, Kris Nissen e o chefe da equipe, Peter Utoft, com uma vitória no Dakar.”

Vencer o Dakar era seu grande sonho. Você já conquistou tudo o que queria no automobilismo?

“Na vida, você precisa ter sempre objetivos pelos quais valha a pena viver, que você tenha que batalhar para alcançar. Se você atinge um desses objetivos, realiza um sonho, o primeiro sentimento é de alívio. Mas, em seguida, você estabelece novas etapas para cumprir."

E quais são os seus objetivos para o futuro?

“Com o Dakar recém terminado, ainda não pensei muito sobre isto. Mas com certeza eu vou estar me reunindo logo com o Kris Nissen. Falando nisso, logo haverá um novo Sainz para disputar essa vaga.

Para você, qual a importância de ver seu filho, Carlos Jr., começar a carreira de piloto de corridas nesta temporada?

“Antes de tudo, a carreira é importante para ele. Ele tem que querer correr por vontade própria e não porque foi pressionado por alguém. Tudo o que posso fazer é apoiá-lo ao máximo, e isso quer dizer dar apoio suficiente, mas nunca demais. Carlos está passando do kart para os carros, com o apoio da Red Bull. Correr na pista é completamente diferente do que fazer rali. Por isso, felizmente, meus conselhos só poderão ser genéricos. Ele terá que aprender por si mesmo. Com certeza isso não será fácil, mas até agora ele tem feito um bom trabalho."


Volkswagen

Kolberg defende permanência do Dakar na América do Sul


Organização da prova ainda não definiu sedes da competição para a edição 2001 do rally mais perigoso do mundoO Rally Dakar ficou mundialmente famoso por seus desafios, perigos e pelos lugares inóspitos passando pelo coração da África, saindo de Paris (quando o nome do evento era Rally Paris-Dakar) e chegando à capital do Senegal. No decorrer dos anos, os locais de largada mudaram - outras cidades na França sediaram a largada, assim como Granada, Madri e Barcelona, na Espanha, e Lisboa, em Portugal


Depois do cancelamento da edição de 2008 em virtude de ameaças de ataques terroristas em território africano, a ASO (organizadora do rally) fez uma grande operação e transferiu a competição para a América do Sul. Em 2009 e 2010, o Dakar em território sul-americano foi considerado um sucesso, e de acordo com Klever Kolberg, do Valtra Dakar Eco Team, a parte esportiva e a aventura não deixaram nada a desejar. "O terreno é perfeito. E para equipes e competidores, além de mais econômico, houve outras facilidades: pode-se trazer convidados, facilita a divulgação, facilita o apoio e toda a logística", afirmou Klever, com 22 participações no Dakar e o primeiro competidor a usar um carro movido a etanol no rally mais perigoso do planeta.


Agora, após o fim da edição 2010, começaram os boatos de que a ASO estuda levar de volta o Dakar a terras africanas. "Eles (a ASO) ainda não deram qualquer declaração oficial, mas há um boato de que o rally sairia da América do Sul por problemas financeiros. Mas não acredito que o custo seja mais alto, porque até os europeus estão de acordo com a permanência do Dakar onde ele está. Eu até pensava que eles tivessem uma opinião diferente, mas não foi o caso", apontou.
"Acho que o Rally Dakar deve continuar na América do Sul e, inclusive, envolver novos países no percurso. Gostaria muito que o Brasil fizesse parte do roteiro, mas isso dependerá de muitos fatores, além de uma iniciativa do governo brasileiro, a exemplo do que fizeram Argentina e Chile", disse. "Segurança é prioridade. Voltar à África, com os conflitos regionais e internacionais que estão no ar, seria dar margem e até talvez uma provocação às redes terroristas. Tudo o que elas gostariam para novamente poder utilizar o Dakar como um trampolim para a mídia", explicou.


De acordo com Klever, voltar à África parece lógico, sentimentalmente falando. "Porém, qual seria o risco desta operação? Quem dará garantias da nossa segurança, sem falar no risco de um novo cancelamento da largada como aconteceu em Lisboa em 2008?", questionou.


"Racionalmente, o Dakar acontecendo na América do Sul é melhor para todos. Sem repetir o tema insegurança, ele já fica um pouco mais barato do que na África, o que também é um argumento importante em qualquer decisão. E os desafios, a competição em si, permanecem os mesmos", defendeu Kolberg.


De acordo com o piloto dono de 22 participações na mais perigosa e exigente competição off road do mundo, a janela de oportunidades parece estar aberta para outros países. "Durante o Dakar eu ouvi que o Peru já fez uma oferta, mas também se especula que os Emirados Árabes também entraram no jogo", afirmou. "Hoje, empresas multinacionais que investem pesado no Rally Dakar têm a América do Sul como um mercado muito importante", apontou. "Aqui, o nome do Brasil também é forte".


"Prefiro o Dakar na América do Sul, e meu desejo é aumentar a quantidade de competidores utilizando o etanol, que é um combustível limpo. Se a prova passar pelo Brasil, será melhor ainda", concluiu.


Sobre Klever Kolberg: Engenheiro e piloto, Klever Kolberg é o brasileiro que mais vezes participou do Rally Dakar, competição off-road mais difícil e perigosa do mundo, tendo sido um dos pioneiros no país a disputá-la. O piloto criou a primeira equipe brasileira a participar do Dakar e vai competir pela 22ª vez em 2010. Um dos grandes nomes do off-road nacional, Klever começou na prova competindo de moto, entre 1988 e 1996, sagrando-se campeão da categoria Motos Maratona em 1993, ano em que foi o quinto colocado no geral. A partir de 1997 passou a disputar o Dakar entre os carros, obtendo o título vice-campeão na categoria Carros Maratona em 1999 e 2000 e na categoria Carros Diesel em 2002. É autor de três livros sobre o assunto e é comentarista de rali no canal ESPN desde 2007.


Sobre Giovanni Godoi: Engenheiro mecânico com 20 anos de experiência no automobilismo nacional, sendo oito dedicados às competições off-road como engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos veículos de competição da Mitsubishi. Em 2003 disputou o Rally dos Sertões, terminando em 17º na geral e terceiro entre os novatos, com o objetivo de entender e vivenciar as exigências a que o carro e a dupla piloto/navegador são submetidos em uma prova deste porte, e em paralelo, testar e desenvolver novos componentes. Esteve no Dakar 2009 com navegador de um caminhão de apoio.


Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Mobil Super Flex, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.
Foto: João Pires

Acesse o site do piloto: http://www.parisdakar.com.br/

ReUnion Press

sábado, janeiro 16, 2010

Volkswagen Race Toureg 2 - RaioX de um Puro-Sangue



Conheça em detalhes o carro Bicampeão do Dakar 2010

A primeira declaração

"A vitória no Dakar 2009 foi o maior feito da Volkswagen nas competições", disse o Diretor da Volkswagen Motorsport, Kris Nissen. "Mas esse triunfo virou história, nossa nova meta é provar mais uma vez no Rally Dakar 2010 que o Race Touareg continua sendo aquilo que o fez vencedor: o mais confiável e rápido veículo de Rally Cross Country que existe"

Missão Cumprida

Hoje, dia 16 de Janeiro de 2010, as palavras de Kris se confirmaram e o Race Touareg 2 não só venceu a edição deste ano do Dakar, como ficou com as três primeiras colocações em um inédito pódio todo Volkswagen.
Race Touareg: Um atleta especial

Desde que estreou em competições em 2004 o Race Touareg introduziu conceitos e tecnologias que, ao lado de um programa constante de desenvolvimento, garante os resultados de hoje. Foram 112 vitórias em um total de 214 especiais disputadas na África, na Argentina, no Brasil, no Chile, no Kazaquistão, enfim, por todos os lugares onde foram disputadas provas de Cross Country. Se contarmos apenas o Dakar são 35 vitórias em especiais.

Race Touareg: 4 rodas e tração 4x4

O deserto mais seco do mundo, duas travessias dos Andes, 10km de retas sem tirar o pé do fundo do acelerador, areia tipo talco (a tal da fesh-fesh) e dunas imensas. Para enfrentar todos esses desafios os engenheiros da Volkswagen trabalham sem cessar no desenvolvimento do Protótipo Race Touareg 2, com seus 300HP de potência, vindos de um motor diesel TDI. Um carro que respeita um dos
princípios do Dakar: "Espere o inesperado" . Um carro que sabe que o Dakar, segundo as palavras do Diretor da Vokswagen, Kris Nissen é "Uma implacável maratona de cross country onde a confiabilidade é de fundamental importância, já que equivale à distância de uma temporada inteira de Formula 1. E mais, enfrentando cargas mecânicas extremas, terrenos dos mais variados, temperaturas dramáticas e variações de altitude que exigem um sofisticado desempenho da parte eletrônica do motor"
Dakar: uma passarela sob medida para um convidado especial

O Dakar é uma passarela privilegiada para um fabricante mundial como a Volkswagen demonstrar a sua capacidade técnica na mais dura modalidade dos esportes a motor. Comparada com outras categorias, o Dakar oferece uma ampla palataforma seguida por bilhões de pessoas em todo o mundo. A TV, por exemplo, mostra o Dakar para mais de 190 países. Por todos estes aspectos é que o desenvolvimento do Race Touareg 2 se concentrou em detalhes que assegurassem a durabilidade dos componentes do câmbio, na refrigeração dos freios, na estabilização da voltagem da rede interna do carro e na manutenção do intercooler.

Ficha Técnica do Race Touareg 2

Motor

- Arquitetura Motor Diesel TDI de 5 cilindros em linha, turbo de dois estágios com intercooler, montado longitudinalmente atrás do eixo dianteiro.
- Cilindrada: 2,500 cc
- Potência aproximada: 220 kW (300 hp)
- Torque acima de 600 Nm
- Restritor de Ar: 38 mm (Regulamento FIA/ASO)
- Eletrônica do Motor Bosch

Tração

- Câmbio Sequencial de 5 velocidades montado longitudinalmente
- Transmissão Tração integral (4x4) permanente com três diferenciais mecânicos com travamento viscoso selecionável.
- Embreagem de Cerâmica com platô triplo e atuação hidráulica

Chassis

- Eixo Dianteiro e Traseiro Duplo triângulo com dois conjuntos mola/amortecedor por roda.
- Amplitide da Suspensão 250 mm, segundo o regulamento
- Direção Pinhão e cremalheira assistida eletricamente power-assisted
- Freios a disco ventilado nas 4 rodas (320mm)
- Pinças de Alumínio com seis pistões de acionamento na dianteira e quatro na traseira
- Rodas size: 7 x 16 inches
- Pneus BFGoodrich "All Terrain" 235-85/16

Chassis/carroceria

Carroceria de fibra de vidro(30kg) - Tubular em aço com carroceria de fibra de carbono. Duas portas

Dimensões e Pesos
- Comprimento/largura/altura 4,171/1,996/1,762 mm
- Bitola 1,750 mm dianteira/traseira
- Distância entre-eixos 2,820 mm
- Peso Mínimo 1,787.5 kg

Performance

- Aceleração 0-100 km/h em 6.1 segundos (no asfalto)
- Velocidade Máxima Aproximadamemte 200 km/h

Curiosidades

- 5000 peças - fora o motor - compõe o Race Touareg 2
- São 132 sensores que fornecem aos engenheiros todas as informações sobre temperaturas, pressões velocidades e movimentos mecânicos
- O ar condicionado é capaz de abaixar a temperatura interna em até 10 graus centígrados. Deixando a cabine em confortáveis 30º
- A tecnologia do motor TDI começou a ser desenvolvida em 1978 e já venceu o Dakar, as 24 Horas de Le Mans e o Campeonato de Turismo da FIA

Palavra de Piloto

"Os motores TDI são fantásticos. Não são apenas positivos para o meio-ambiente por causa do seu consumo, mas também podem ser dirigidos muito mais suavemente que motores a gasolina. Suas características de torque e entrega de potência são ideais para provas de cross country', Maurício Neves, brasileiro e piloto de fábrica de um dos Race Touareg 2.



Textobras

Correspondente no Dakar 2010:
Carlos Lua Cintra Mauro

Fim do Dakar 2010. Mas não para Kolberg

Mitsubishi Pajero Sport Flex continua na estrada. Agora, Klever segue guiando de Buenos Aires até São Paulo, com escala em Porto Alegre para mais testes

O Rally Dakar terminou neste sábado (16) com a última especial, entre Santa Rosa e Buenos Aires - e um deslocamento total de 707 quilômetros -, mas para o piloto Klever Kolberg e o navegador Giovanni Godoi, do Valtra Dakar Eco Team, o desafio continua.

"Para nós não foi Buenos Aires-Iquique-Buenos Aires, mas sim São Paulo-Buenos Aires-Iquique-Buenos Aires-São Paulo. Em vez de nove mil quilômetros, foram 14 mil", brincou Kolberg. Assim como nos dias que antecederam o rally, Klever optou por colocar o Mitsubishi Pajero Sport Flex na estrada já no deslocamento entre as capitais paulista e argentina, como uma forma de teste.

O carro é o primeiro a competir, na história do Dakar, usando etanol como combustível. "Ao contrário da ida até a Argentina, a volta não se tratará de um grande teste. Mas como é fizemos uma revisão bem básica no carro, é uma quilometragem grande para se fazer e checar todos os componentes", disse Klever, que fará uma parada de dois dias em Porto Alegre - para mais uma bateria de testes com o Pajero.

"Foi um rally bem duro, bem difícil para todos os competidores, e para nós, por ser um projeto novo, um conceito mais voltado para o lado ambiental, foi especial - e especialmente difícil. Agora o desafio continua. Vamos com o carro até Porto Alegre para uma bateria de testes com o carro e depois seguimos guiando para São Paulo", afirmou Kolberg, cuja chegada à capital paulista está prevista para a noite do dia 20.

Sobre Klever Kolberg:

Engenheiro e piloto, Klever Kolberg é o brasileiro que mais vezes participou do Rally Dakar, competição off-road mais difícil e perigosa do mundo, tendo sido um dos pioneiros no país a disputá-la. O piloto criou a primeira equipe brasileira a participar do Dakar e vai competir pela 22ª vez em 2010. Um dos grandes nomes do off-road nacional, Klever começou na prova competindo de moto, entre 1988 e 1996, sagrando-se campeão da categoria Motos Maratona em 1993, ano em que foi o quinto colocado no geral. A partir de 1997 passou a disputar o Dakar entre os carros, obtendo o título vice-campeão na categoria Carros Maratona em 1999 e 2000 e na categoria Carros Diesel em 2002. É autor de três livros sobre o assunto e é comentarista de rali no canal ESPN desde 2007.

Sobre Giovanni Godoi:

Engenheiro mecânico com 20 anos de experiência no automobilismo nacional, sendo oito dedicados às competições off-road como engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos veículos de competição da Mitsubishi. Em 2003 disputou o Rally dos Sertões, terminando em 17º na geral e terceiro entre os novatos, com o objetivo de entender e vivenciar as exigências a que o carro e a dupla piloto/navegador são submetidos em uma prova deste porte, e em paralelo, testar e desenvolver novos componentes. Esteve no Dakar 2009 com navegador de um caminhão de apoio.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Mobil Super Flex, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

Foto: Doni Castilho

Acesse o site do piloto: www.parisdakar.com.br


ReUnion Press

Equipe Petrobras Lubrax termina mais um Rally Dakar

Cerca de nove mil quilômetros, percorrendo as principais trilhas e dunas da Argentina e do Chile. Neste sábado, foram conhecidos os grandes vencedores de mais uma edição do Rally Dakar, que teve início em 1º de janeiro. A Equipe Petrobras Lubrax, que comemora a sua 23ª participação na prova, conquistou a melhor posição brasileira entre as motos, a 29ª com Rodolpho Mattheis, além da 27ª colocação do carro da dupla Jean Azevedo/Emerson “Bina” Cavassin.

Moto

Rodolpho Mattheis passou por diversas dificuldades neste Dakar. “Em relação ao ano passado o rali em 2010 foi muito mais difícil. Eu sofri com alguns problemas na moto e outros com desgaste físico, após ter caído em determinadas etapas. Sem dúvida, foi um rali de superação para mim”, contou o piloto de moto, que conquistou também a vice-liderança da categoria Motos Maratona até 450cc.

Carro

“A sensação no final deste rali é de dever cumprido. Tivemos problemas mecânicos logo no início do rali, o que nos tirou da busca por um resultado mais competitivo. Mas chegar até o final de um Dakar também não deixa de ser uma vitória”, explicou o piloto Jean Azevedo.

O curitibano Emerson “Bina” Cavassin, que é o estreante da equipe e também no rali, aprovou a competição. “Foi uma experiência muito enriquecedora e posso dizer que achava que ia ser até pior por conta de todas as histórias que já ouvi deste rali. Estou muito feliz de chegar a Buenos Aires e a prova foi show!”, ressalta o navegador.

Rali continua na América do Sul?

Terminada mais uma edição do Rally Dakar, agora fica a dúvida sobre onde acontecerá a tão famosa competição em 2011. “Já ouvimos várias suposições sobre onde será a próxima edição do Rally Dakar. Uma delas, que acredito que seja a mais coerente, é a de que a prova teria início em Mônaco e passaria pela Tunísia, Líbia e Egito. Já eu gostaria que a prova continuasse na América do Sul, pois os locais que percorremos são tão difíceis e variados quanto na África. Aliás, se eu fosse ‘abduzido’ e levado para o Deserto do Atacama, não saberia distinguir se era um deserto daqui ou o Saara”, comenta André Azevedo, brasileiro com mais experiência na maior prova off road do mundo.

Em relação à América do Sul, André Azevedo arrisca um palpite. “Tenho um pressentimento que os organizadores do Dakar gostaram muito de realizar provas por aqui. Então imagino que eles possam fazer alguma etapa do Dakar Series, que são provas menores de seis ou sete dias, aproveitando já a experiência que adquiriram e ainda promovendo esta região”, concluiu.

Confira os resultados do Rally Dakar 2010

Motos
1º Cyril Despres (França);
2º Pal Anders Ullevalseter (Noruega);
3º Francisco Lopez (Chile);
29º Rodolpho Mattheis (Brasil)

Carros
1º Carlos Sainz/Lucas Cruz (Espanha);
2º Nasser Al-Attyiah/Timo Gottschalk (Qatar/Alemanha);
3º Mark Miller/Ralph Pitchford (Estados Unidos/África do Sul)
27º Jean Azevedo/Emerson Cavassin (Brasil)

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Fazenda Real e Artfix.

Fotos: Marcelo Maragni

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

quarta-feira, janeiro 13, 2010

DAKAR 2010: Visando próximas competições, Klever já lista melhorias

A edição 2010 do Rally Dakar tem sido um grande laboratório para o Valtra Dakar Eco Team. Já passada a metade da competição, Kolberg já sabe o que fazer

Em sua 22ª participação no Rally Dakar, Klever Kolberg tem aprendido como nunca na competição deste ano, em que mais uma vez o piloto demonstrou seu espírito inovador ao ser o primeiro competidor na história do Dakar a usar um veículo movido a etanol. Passada a primeira metade do rally, o piloto do Valtra Dakar Eco Team já enxerga adiante e prepara evoluções para as próximas provas.

"Com a experiência nesta participação no Dakar, colhemos várias informações para a evolução do nosso carro e já temos uma série de detalhes que queremos evoluir na preparação do Mitsubishi Pajero Sport Flex", afirmou.

Kolberg listou a vedação dos componentes mecânicos e da cabine, bem como o isolamento do cockpit. Nas etapas disputadas no Deserto do Atacama, a areia extremamente fina chegou ao interior do carro em alguns momentos. Entretanto, outros itens fazem parte da lista de Klever, bem como uma alteração nas cargas das molas dianteiras e traseiras, além da mudança de posição e de fixação dos amortecedores.

"Por causa da preparação e adaptação de um tanque de 560 litros no carro, o peso ficou muito grande, e teremos que trabalhar em uma redução drástica neste quesito", apontou. "Além disso, precisamos também alterar a distribuição, para baixar o centro de gravidade", disse Klever, que também procurará melhorar a potência do motor. "Está em uma configuração que permite uma maior durabilidade em detrimento da velocidade, mas nas próximas provas, vamos fazer uma configuração competitiva".

O Mitsubishi Pajero Sport Flex também terá o formato de seu tanque alterado e as laterais alargadas. "Conseguimos um excelente resultado nos outros quesitos mecânicos, como nos filtros de ar do motor, mas agora focando na purificação do ar sem restringir a entrada, já que o pó tem sido um grande problema no Dakar", explicou Klever, que elogiou também os freios. "Estamos usando discos da Fremax, fluido Mobil Brake Fluid DOT4 e pastilhas EBS Racing. Com este conjunto, chegamos a um bom resultado e boa performance, inclusive com os lubrificantes do motor, câmbio e diferenciais traseiro e dianteiro, mesmo em condições extremas. Estamos em um bom caminho", disse.

Sobre Klever Kolberg: Engenheiro e piloto, Klever Kolberg é o brasileiro que mais vezes participou do Rally Dakar, competição off-road mais difícil e perigosa do mundo, tendo sido um dos pioneiros no país a disputá-la. O piloto criou a primeira equipe brasileira a participar do Dakar e vai competir pela 22ª vez em 2010. Um dos grandes nomes do off-road nacional, Klever começou na prova competindo de moto, entre 1988 e 1996, sagrando-se campeão da categoria Motos Maratona em 1993, ano em que foi o quinto colocado no geral. A partir de 1997 passou a disputar o Dakar entre os carros, obtendo o título vice-campeão na categoria Carros Maratona em 1999 e 2000 e na categoria Carros Diesel em 2002. É autor de três livros sobre o assunto e é comentarista de rali no canal ESPN desde 2007.

Sobre Giovanni Godoi: Engenheiro mecânico com 20 anos de experiência no automobilismo nacional, sendo oito dedicados às competições off-road como engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos veículos de competição da Mitsubishi. Em 2003 disputou o Rally dos Sertões, terminando em 17º na geral e terceiro entre os novatos, com o objetivo de entender e vivenciar as exigências a que o carro e a dupla piloto/navegador são submetidos em uma prova deste porte, e em paralelo, testar e desenvolver novos componentes. Esteve no Dakar 2009 com navegador de um caminhão de apoio.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Mobil Super Flex, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

Acesse o site do piloto: www.parisdakar.com.br


ReUnion Press

terça-feira, janeiro 12, 2010

RALLY DAKAR 2010: Carro da Petrobras Lubrax é o melhor veículo brasileiro desta etapa

O carro da dupla Jean Azevedo/Emerson “Bina” Cavassin conquistou o melhor resultado para o Brasil nesta nona etapa do Rally Dakar 2010, realizada entre as cidades de Copiapó e La Serena, no Chile. A dupla da Equipe Petrobras Lubrax ficou na 17ª posição do dia, após ter largado na 26ª colocação.

“Creio que o bom resultado ocorreu já que não tivemos nenhum problema mecânico ou quebra durante o trajeto. Espero que continuemos assim até o final do rali, que termina esta semana!”, afirmou o piloto Jean Azevedo. Embora a meta seja chegar até o final, a dupla conseguiu subir mais cinco posições no acumulado do rali. “Tivemos muitos problemas no decorrer da prova, então não temos como buscar muitas colocações, mas saber deste resultado foi bem motivador!”, concluiu Jean.

Na liderança entre os Carros, a dupla espanhola Carlos Sainz/Lucas Cruz continua em primeiro, mas apenas oito minutos e meio na frente de Nasser Al-Attyiah/Timo Gottschalk, seus companheiros de equipe.

Já Rodolpho Mattheis, piloto da moto da Equipe Petrobras Lubrax, fez a 53ª posição da etapa e agora está na vice-liderança de sua categoria, a Maratona até 450cc. Na classificação geral acumulada, Rodolpho está na 29ª colocação. O francês Cyril Despres continua na liderança do rali.

Confira como será a etapa de amanhã:
Etapa 10 - La Serena/Santiago (12 de janeiro)
Deslocamento: 112 km
Especial: 238 km
Deslocamento: 236 km
Total : 586 km

Cenário de colinas com caminhos sinuosos, exigindo muita navegação.

Acompanhe a cobertura do Rally Dakar pelo site oficial da Equipe Petrobras Lubrax, acessando www.brasildakar.com.br. Bastidores, confira no www.twitter.com/brasildakar

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Fazenda Real e Artfix.

Foto: David dos Santos Jr.

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

segunda-feira, janeiro 11, 2010

DAKAR 2010: Moto e carro da Petrobras Lubrax seguem firme no rali

Rodolpho Mattheis, piloto da moto da Equipe Petrobras Lubrax, voltou a todo vapor para esta segunda metade do Rally Dakar 2010. Após 472 quilômetros no Deserto de Atacama, durante a etapa deste domingo, o piloto fez o 26º melhor tempo do dia. Dessa maneira, Rodolpho mantém a liderança na categoria Maratona até 450cc, além de ter subido duas posições na classificação geral acumulada - está em 23º.

O chileno Francisco Lopez conquistou o primeiro lugar desta etapa, entre as cidades de Antofagasta e Copiapó. Na classificação acumulada, o francês Cyril Despres segue na liderança.

Em uma etapa considerada “quebradeira” pelos competidores, o carro da Petrobras Lubrax conseguiu fazer o 23º melhor tempo do dia e também segue na competição. “Bati numa pedra que estava coberta de areia. Com isso, quebrou o braço da suspensão traseira. Tivemos que parar e trocar a peça para voltarmos à corrida. O ruim é que esse processo demora e aí quando retornamos tivemos que ultrapassar novamente vários carros e caminhões. E nessa situação há que se tomar cuidado, pois é bem perigoso pela falta de visibilidade”, explicou o piloto Jean Azevedo, que tem ao seu lado o navegador Emerson “Bina Cavassin.

Os franceses Stéphane Peterhansel e Jean-Paul Cottret foram os mais rápidos do dia, mas os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Cruz ainda estão na liderança da competição.

Confira como será a etapa de amanhã:
Etapa 9 – Copiapo/La Serena (11 de janeiro)
Deslocamento: 0 km
Especial: 338 km
Deslocamento: 209 km
Total : 547 km

As motos farão a largada em linha, em grupos de 20 pilotos. Muita areia e dunas, principalmente nos primeiros 180 quilômetros.

Acompanhe a cobertura do Rally Dakar pelo site oficial da Equipe Petrobras Lubrax, acessando www.brasildakar.com.br. Bastidores, confira no www.twitter.com/brasildakar

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Fazenda Real e Artfix.

Foto: Marcelo Maragni

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

sábado, janeiro 09, 2010

DAKAR 2010: Rodolpho Mattheis é o melhor brasileiro nas motos

Rodolpho Mattheis, piloto da Equipe Petrobras Lubrax, é o brasileiro melhor colocado entre as motos desta edição do Rally Dakar, que acontece até o dia 17 de janeiro na América do Sul. O piloto obteve o 34º melhor tempo do dia, mantém a 25ª colocação no acumulado e é o líder na categoria Maratona até 450cc. “É cedo para falar que estou confiante para ganhar a categoria, tem muita coisa pela frente. Só sei que vou continuar rumando nessa direção, pois estou no caminho certo”, contou o piloto que compete com uma KTM 450.

Hoje o rali percorreu o maior trecho cronometrado da competição, num total de 600 quilômetros contra o relógio, foram mais de sete horas de prova. O francês Cyril Despres foi o vencedor do dia e lidera no acumulado.

Na categoria Carros, a dupla Jean Azevedo/Emerson “Bina” Cavassin também fez uma boa etapa. Tentando deixar para trás os dias em que sofreram diversos problemas mecânicos, a dupla ficou entre os 20 primeiros colocados – a 18ª posição do dia. Nasser Al-Attiyah/Timo Gottschalk venceram a etapa de hoje, mas seus companheiros de equipe, os espanhóis Carlos Sainz e Lucas Cruz continuam na liderança da competição.

Espírito de equipe – Na manhã de hoje o trio do caminhão Tatra André Azevedo/Maykel Justo/Mira Martinec não largou, portanto, não poderão continuar na briga por posições. Durante o trecho de ontem, a turbina do caminhão quebrou, e embora o trio conseguisse finalizar a etapa de madrugada, o problema mecânico continuou até o dia seguinte. “Fizemos um reparo provisório e chegamos até o final da etapa bem tarde. Nossos mecânicos vararam a noite, mas não foi o suficiente para estarmos com o caminhão pronto para a largada de hoje. De acordo com o regulamento do Dakar, como não largamos, não estamos mais na briga”, explicou o piloto André Azevedo.

A meta agora é ajudar os outros integrantes da Petrobras Lubrax. “Somos uma equipe e o rali ainda não acabou para nós. Iremos fazer o percurso dos veículos de apoio e prestaremos assistência à moto do Rodolpho e ao carro do Jean e do Bina (Emerson Cavassin)”, concluiu André.

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Foto: Marcelo Maragni

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

quinta-feira, janeiro 07, 2010

RALLY DAKAR : Caminhão brasileiro tem excelente recuperação

Sem dúvida, o Rally Dakar é uma prova de superação. Desde o dia 1º de janeiro, 362 competidores começaram a aventura na maior e mais difícil disputa off road do planeta. Em menos de cinco dias, esse número foi reduzido para 268 competidores. Mas Equipe Petrobras Lubrax continua completa nas três categorias e nesta quarta-feira fez uma excelente corrida de recuperação entre os Caminhões.

O trio formado por André Azevedo Maykel Justo e Mira Martinec largou na 43ª posição entre os caminhões e após 483 quilômetros de especial (trecho contra o relógio) terminou com o sexto melhor tempo. O grande vencedor do dia foi o trio russo Kabirov/Belyaev/Mokeev, mas seus compatriotas e companheiros de equipe – Kamaz – Tchaguin,Savostin e Nicolaev continuam na liderança da classificação geral.

“Tivemos muita poeira pelo caminho, ultrapassamos mais de 60 veículos no trajeto. A etapa de hoje lembrou regiões que conheço da Líbia e do Marrocos, com desertos mais planos e alguns vales e canyons. Em resumo, foi um dia para testar a resistência tanto dos equipamentos quanto dos próprios competidores”, explicou o piloto André Azevedo, que está em sua 23ª participação no Rally Dakar.

Entre os carros, os brasileiros da Petrobras Lubrax surpreenderam novamente. A dupla Jean Azevedo/Emerson “Bina” Cavassim enfrentou sérios problemas mecânicos por dois dias seguidos no rali. Mesmo assim, não desistiram e hoje terminaram a etapa na 22ª posição, num total de 84 veículos. Na classificação geral acumulada, Jean e Bina estão na 45ª colocação, por conta das penalidades tomadas em dias anteriores.

O piloto de moto da equipe, Rodolpho Mattheis, continua subindo posições a cada etapa do Rally Dakar. Nesta quarta-feira, após a realização do trecho chileno entre Copiapó e Antofagasta, o piloto subiu três posições na classificação geral, estando agora na 29ª colocação.

Mas sua grande meta, que é conquistar o bicampeonato na categoria Maratona até 450cc permanece. Rodolpho continua na liderança.

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A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Fazenda Real e Artfix.

Foto: David dos Santos

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Klever Kolberg e Giovanni Godoi seguem no maior rally do mundo para testar o Mitsubishi Pajero Sport Flex do Valtra Dakar Eco Team

A quebra de uma peça da embreagem durante o quarto dia do Rally Dakar, entre La Rioja e Fiambala, acabou por não permitir que a dupla formada por Klever Kolberg e Giovanni Godoi completasse a última etapa antes da travessia da fronteira entre Argentina e Chile. "Só conseguiríamos fazer a troca no acampamento. Como é uma peça feita de material plástico, era praticamente impossível colarmos alguma coisa para que o fluido parasse de vazar", narrou Kolberg, em sua 22ª participação no maior rally do mundo.

"Por isso tivemos que sair do percurso. Ao chegarmos no acampamento, fomos informados de nossa desclassificação pelos comissários da organização. Portanto, não poderemos mais competir. No entanto, vamos seguir todo o percurso do Dakar para testar nosso carro", disse o piloto, o primeiro na história da competição a utilizar um carro movido a etanol.

A peça da embreagem foi trocada na última noite e o carro possui condições de seguir pelas trilhas do rally. Hoje, no trajeto entre Fiambala e Copiaco, já no Chile, são 441 quilômetros. O Valtra Dakar Eco Team se encontra na região da Cordilheira dos Andes para atravessar a fronteira Argentina-Chile.

"Como nosso intuito desde o início do Dakar era pela sustentabilidade em detrimento da competitividade, nós vamos seguir nas trilhas. Não contaremos mais pontos como competidores, mas vamos continuar e mostrar para o mundo que o etanol brasileiro é uma opção limpa e viável de mobilidade e que o planeta agradece esse tipo de iniciativa", afirmou.

Sobre Giovanni Godoi: Engenheiro mecânico com 20 anos de experiência no automobilismo nacional, sendo oito dedicados às competições off-road como engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos veículos de competição da Mitsubishi. Em 2003 disputou o Rally dos Sertões, terminando em 17º na geral e terceiro entre os novatos, com o objetivo de entender e vivenciar as exigências a que o carro e a dupla piloto/navegador são submetidos em uma prova deste porte, e em paralelo, testar e desenvolver novos componentes. Esteve no Dakar 2009 com navegador de um caminhão de apoio.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Mobil Super Flex, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

Acesse o site do piloto: www.parisdakar.com.br


ReUnion Press

terça-feira, janeiro 05, 2010

Dakar 2010:Caminhão da Petrobras Lubrax conquista melhor posição para o Brasil

A terceira etapa do Rally Dakar, realizada hoje entre as cidades de La Rioja e Fiambalá, na Argentina, foi considerada pelos organizadores da prova uma das mais difíceis desta edição. Os competidores enfrentaram grandes dunas brancas da região e tiveram que demonstrar muita experiência na pilotagem e navegação. Foi o caso do trio da equipe Petrobras Lubrax André Azevedo/Maykel Justo/Mira Martinec que conquistou o terceiro melhor tempo para o Brasil entre todos os caminhões. Dessa maneira, o caminhão Tatra foi o veículo brasileiro com melhor resultado nesta segunda-feira.

“Realmente foi uma etapa foi muito dura desde seu início. Logo no km 52 da especial tinha uma montanha de cerca de 800 metros, onde deveríamos passar por um way point obrigatório. O piso dessa montanha misturava areia com pedras, dificultando muito a subida. Nessa situação, exigimos muito do motor e fiz o possível para não superaquecê-lo. Aliás, tinham muitos carros parados com esse problema”, contou o experiente piloto André Azevedo, que está em sua 23ª participação no Dakar.

Navegação nas dunas – Outro desafio da etapa de hoje eram as dunas brancas da região de Fiambalá. “Chegamos a atolar da mesma maneira que o ano passado. O caminhão ficou preso no alto de uma duna como se fosse uma gangorra. Mas desta vez conseguimos sair rápido dessa situação”, acrescenta.

Por conta do grau de dificuldade, André acredita que muitos competidores não conseguirão terminar a especial (trecho contra o relógio) de hoje. “Vi muitos carros parados e tenho certeza que bastante gente ficará pelo caminho”, ressalta. Exemplo disso é que seu irmão e companheiro de equipe, Jean Azevedo, ainda não terminou a etapa (17h30 – horário Brasília). Jean compete ao lado do navegador Emerson “Bina” Cavassim com um Mitsubishi Pajero Full e largou dez minutos antes de André.

Na primeira e segunda posições, mais uma vez os russos da equipe Kamaz realizaram os tempos mais rápidos. Vladimir Chagin/ Sergey Savostin/ Eduard Nikolaev fizeram os 182 quilômetros de trechos cronometrados em 3h26min53. Quase 12 minutos depois chegou o trio Firdaus Kabirov/ Aydar Belyaev/ Andrey Mokeev.

Na categoria Motos, mais um bom resultado para a equipe Petrobras Lubrax. Rodolpho Mattheis manteve a liderança em sua categoria, a Maratona até 450cc. Na classificação geral, Rodolpho está na 37ª posição. O francês Cyril Despres assume a liderança.

Acompanhe a cobertura do Rally Dakar pelo site oficial da Equipe Petrobras Lubrax, acessando www.brasildakar.com.br. Bastidores, confira no www.twitter.com/brasildakar

A Equipe Petrobras Lubrax tem patrocínio da Petrobras, Mitsubishi Motors do Brasil, CCR NovaDutra, e apoio da Mercedes-Benz Caminhões, Pirelli, KTM do Brasil, Renov, BorgWarner, Mahle, Kaerre, Capacetes Bieffe, Sparco América Latina, Fazenda Real e Artfix.

Foto: Donizetti Castilho

Assessoria de Imprensa Equipe Petrobras Lubrax
Ana Carolina Vieira

domingo, janeiro 03, 2010

RALLY DAKAR 2010: VALTRA DAKAR TEAM

Peso traz dificuldades para Kolberg

Valtra Dakar Eco Team completou sem problemas técnicos o segundo dia do Rally Dakar. No entanto, estrutura de reforço do carro e tamanho do tanque aumentaram o peso do carro

O segundo dia do Rally Dakar foi um pouco mais curto do que os 251 quilômetros cronometrados para os competidores por causa das fortes chuvas que atingiram a cidade de Colón. A largada para a especial até Córdoba foi deslocada 52 quilômetros adiante, diminuindo o percurso para 199. Apesar disso, o dia para o Valtra Dakar Eco Team foi de uma importante conclusão: o carro funcionou bem com o etanol, mas o peso do veículo deverá trazer dificuldades para o piloto Klever Kolberg e o navegador Giovanni Godoi. 2h52min

"A especial de hoje foi mais puxada do que eu imaginava", afirmou Kolberg, que iniciou sua 22ª participação no Dakar e completou a especial entre Colón e Córdoba em duas horas e 52 minutos - os mais rápidos foram o espanhol Nani Roma e o francês Michel Perín, com o BMW X3, em 2h11min15s. "Começou rápido, com algumas retas e estradas largas, mas depois entramos em estradas de terra com muitas pedras e curvas, trechos sinuosos de serra com subidas, descidas e vários abismos. Foi um dia bastante exigente para o carro, para o piloto e para o navegador", detalhou.

O Mitsubishi Pajero Sport Flex é o primeiro e o único carro inscrito no Dakar a competir exclusivamente usando o etanol como combustível. "O Dakar deste ano, para nós, vai ser de muito aprendizado. Então, nosso foco está totalmente direcionado em terminar o rally. Não estamos pensando agora em competitividade", contou. Por causa das adaptações do carro - o tanque de 560 litros (o da versão de rua tem 80 litros), por exemplo -, algumas partes tiveram de receber reforços, como suspensão e o próprio tanque, que tem uma caixa protetora, além dos suportes.

"Até por causa da quantidade de etanol no tanque, estamos até 400 quilos acima do peso, então será impossível buscarmos alguma performance, até porque em trechos como o que enfrentamos hoje, bastante sinuosos, os freios são muito exigidos; e com o peso do carro, eles sofrem bastante", explicou Klever, que espera outra dificuldade: "No quarto dia enfrentaremos muitas dunas e piso arenoso e isso, aliado ao peso, vai fazer o motor forçar além do normal. Então teremos que tomar muito cuidado".

"Mas o Dakar é isso. As dificuldades vão só crescendo ao longo do rally", disse Klever. Amanhã (3) serão 687 quilômetros entre Córdoba e La Rioja, 355 deles cronometrados.


Sobre Klever Kolberg: Engenheiro e piloto, Klever Kolberg é o brasileiro que mais vezes participou do Rally Dakar, competição off-road mais difícil e perigosa do mundo, tendo sido um dos pioneiros no país a disputá-la. O piloto criou a primeira equipe brasileira a participar do Dakar e vai competir pela 22ª vez em 2010. Um dos grandes nomes do off-road nacional, Klever começou na prova competindo de moto, entre 1988 e 1996, sagrando-se campeão da categoria Motos Maratona em 1993, ano em que foi o quinto colocado no geral. A partir de 1997 passou a disputar o Dakar entre os carros, obtendo o título vice-campeão na categoria Carros Maratona em 1999 e 2000 e na categoria Carros Diesel em 2002. É autor de três livros sobre o assunto e é comentarista de rali no canal ESPN desde 2007.

Sobre Giovanni Godoi: Engenheiro mecânico com 20 anos de experiência no automobilismo nacional, sendo oito dedicados às competições off-road como engenheiro responsável pelo desenvolvimento dos veículos de competição da Mitsubishi. Em 2003 disputou o Rally dos Sertões, terminando em 17º na geral e terceiro entre os novatos, com o objetivo de entender e vivenciar as exigências a que o carro e a dupla piloto/navegador são submetidos em uma prova deste porte, e em paralelo, testar e desenvolver novos componentes. Esteve no Dakar 2009 com navegador de um caminhão de apoio.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Mobil Super Flex, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

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sexta-feira, dezembro 18, 2009

Giovanni Godoi estréia no Dakar ao lado de Klever Kolberg

Navegador, entretanto, é responsável pelo Departamento de Desenvolvimento dos Veículos de Competição da Mitsubishi do Brasil há oito anos

O Valtra Dakar Eco Team vai mesclar a experiência do brasileiro com maior número de participações no Rally Dakar, com a estréia de um novato. Klever Kolberg, que já disputou a prova off-road mais difícil famosa do mundo por 22 vezes, dividirá o Mitsubishi Pajero Sport Flex com Giovanni Godoi, que, apesar de ter participado do "rali da morte" como parte da equipe do caminhão de apoio que Kolberg comandou em 2009, nunca competiu em carros na mais perigosa competição fora de estrada.

O navegador, de 40 anos, no entanto, tem uma grande experiência nos bastidores do automobilismo. "Trabalho há mais de 20 anos com competição, sempre aqui no Brasil. Desses 20, há oito anos me dedico às competições off-road como responsável pelo Departamento de Desenvolvimento dos Veículos de Competição da Mitsubishi Brasil", contou.

A expectativa da equipe, que competirá com um Mitsubishi Pajero Sport Flex movido a etanol, é muito boa, mas reconhece que o fato de participar com um veículo usando combustível de fonte renovável será um obstáculo a mais.

"É um desafio diferente. Até porque estamos indo com um carro novo, com etanol, que nunca foi usado no Dakar. A expectativa é grande para conseguirmos fazer um bom Rally, levarmos o carro até o final e mostrar que é viável usar este tipo de combustível nestas competições", analisou o navegador e engenheiro mecânico.

Mesmo com o conhecimento adquirido na edição 2009, Godoi garante que o percurso do próximo Dakar deve ser bem desafiador e espera muitas dificuldades.

"Assisti ao Dakar na África em 2005 e o tipo de terreno que encontramos aqui na América do Sul é totalmente diferente. Na prova deste ano, foram usadas muitas estradas em áreas rurais, mais ou menos como acontece no Rally dos Sertões, aqui no Brasil. Para 2010, a organização mudou bastante e vamos ter mais especiais no deserto (do Atacama). Não vai ser nada fácil em função de tudo que vamos ter de fazer para conseguir levar o carro até o final, mas com certeza estou bastante animado", encerrou.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

foto: João Pires



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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Nacional e inovador, projeto Valtra Dakar Eco Team já atrai atenção de outras equipes

Na apresentação do Mitsubishi Pajero Sport Flex movido a etanol com o qual disputará o Dakar 2010, Kolberg revelou que está sendo procurado para transferir tecnologia a concorrentes

Na entrevista coletiva para a imprensa realizada ontem (15), em São Paulo, o piloto Klever Kolberg e o navegador Giovanni Godoi revelaram que outras equipes brasileiras já estão interessadas no projeto desenvolvido por Kolberg e sua equipe para a tecnologia do combustível etanol. O Dakar 2010, que terá largada no próximo dia 1º de janeiro, verá pela primeira vez um veículo movido a etanol brasileiro disputar a prova. O Mitsubishi Pajero Sport Flex 2010 da equipe Valtra Dakar Eco Team é um projeto pioneiro de Klever, que servirá de protótipo para a preparação de um bólido bastante competitivo para a edição 2011 da prova.

"Nós nem entramos em campo e já estamos atraindo a torcida", comemorou o piloto-empreendedor, referindo-se a outras equipes interessadas em participar do projeto ou, pelo menos, comprar o pacote tecnológico para 2011. "Essa é uma prova de que nosso projeto está na direção correta. Acho que estamos completamente alinhados com a percepção mundial de que é preciso utilizar combustíveis renováveis, como o etanol, e por isso estamos chamando bastante a atenção da comunidade dos off-road. No entanto, estamos apenas na fase preparatória, que será continuada ao longo de 2010, quando devemos fazer vários testes, talvez no Deserto do Atacama (Chile), e também competir no Rally dos Sertões, que é uma corrida muito difícil, com o mesmo perfil do Dakar", detalhou Kolberg.

O piloto destacou que o projeto foi desenvolvido basicamente no Brasil. "Será o maior envio de tecnologia 100% brasileira ao Dakar, já que além do combustível, o carro, o sistema flex, os pneus e toda a preparação foi toda feita aqui", revela Kolberg, idealizador do projeto e um dos dois primeiros brasileiros a disputar o Rally Paris-Dakar, com 21 participações na prova.

Comandado por Klever Kolberg (piloto) e Giovanni Godoi (navegador) no Rally Dakar 2010, o Valtra Dakar Eco Team é patrocinado por Valtra, BASF, Mitsubishi, Cosan, Unica, Pirelli, Fremax e Magneti Marelli, e apoiado por Artfix, Sparco e Waiver.

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